domingo, agosto 31, 2008

Independência espiritual

Foto ilustrativa: Irmã Maria de Lourdes, Pr. Antônio Júlio
e Irmã Maria Resplandes. Visita a Cuiabá. Foto em frente ao local de reuniões
da Igreja Neotestamentária de Cuiabá, MT
As datas históricas são momentos oportunos para estabelecermos parâmetros de comparação que nos possibilitem refletir sobre as nossas relações espirituais. Durante esta semana o Brasil redireciona suas atividades para as comemorações da independência do país, desencadeada por Dom Pedro I há 186 anos e que ainda se encontra em curso de materialização, haja vista que a conquista da independência é sempre relativa. Sempre estaremos dependendo de alguém ou de alguma coisa para nos realizarmos plenamente. A independência pode ser o objetivo, mas sempre será uma meta inatingível, principalmente quando se leva a reflexão para o plano espiritual.

A independência espiritual é contrária à ordem estabelecida pelo Criador. O mundo – aqui entendido como sinônimo de universo – foi estabelecido de forma encadeada, tanto podendo desenvolver-se, quanto destruir-se a partir de uma seqüência progressiva, tal qual ocorre no efeito dominó, onde uma coisa leva à outra. Além disso, é de lembrar que, segundo o físico e matemático Isaac Newton, em sua terceira lei, “a cada ação corresponde uma reação, de mesma intensidade, mesmo sentido e direção oposta”. Cf. Gn 7:11; 8:2; 2 Cr 36:16; Sl 42:7; 78:1-72; Ap 13:10; Jó 8:11; Rm 1:17; 2 Co 8:7; Fp 2:12; 3:12-14.

Quanto ao homem, seu corpo constitui um ser complexo. Compõe-se de muitos membros. Todavia, em um corpo perfeito, nenhum deles pode prescindir dos demais. É como se cada um fosse membro do outro, complementando-se, principalmente porque, individualmente, são incumbidos de realizarem tarefas diferentes. Cf. Rm 12:3-8; 1 Co 11:3, 11-12; 12:12-27; Ef 4:25.
Na ordem espiritual, Jesus se compara como uma videira, onde cada um de seus discípulos é um ramo de produção. Segundo ele, se o ramo estiver ligado nele, poderá conseguir tudo o que desejar. Todavia, desligado, secará e será recolhido e lançado ao fogo. Cf. Jo 15:1-14.

Todo homem é livre para tomar a decisão que quiser. Evidentemente, sempre arcando com as devidas conseqüências. Deus não obriga a ninguém em nada. Cada tem a liberdade de ação. Livre arbítrio. No entanto, independente da decisão tomada, Ele não retirará nem a sua Palavra, nem a sua misericórdia, até que se chegue à plenitude dos tempos. Aí, sim, a vida será difícil e cada um terá que lutar pela sua própria salvação, destacando-se que nenhum ficará vivo fisicamente para contar a história. Muitos serão salvos para a via eterna, mas enfrentarão a morte na face da terra. Cf. Gn 3:15; Sl 100:5; 103:11; Lm 3:22; Rm 5:8; Ap 6:9-11; Ap 13:1, 7-8, 11, 14-15.

É de destacar que embora as coisas terrenas possam ser utilizadas como parâmetros para melhor entendermos as espirituais, a ordem destas não é semelhante à daquelas. A lógica divina é diferente da humana. É de observar que às vezes pensamos que somos sabedores de tudo e no fundo não sabemos de nada. Cf. Is 55:8; Jo 3:12, 31; 1 Co 1:26-29; 2:13 Fp 3:19; Tg 3:15.

Sócrates, filósofo grego foi considerado no seu tempo o homem mais sábio do mundo. Não pelo que ele sabia, mas justamente por reconhecer que, na verdade, ele não sabia de nada. A maioria das pessoas nada sabe, mas apresenta-se como dona de tudo quanto é conhecimento. Esse é o pior caminho. O melhor é o da humildade. Segundo o matemático Blaise Pascal, “ninguém é tão ignorante que não tenha algo a ensinar; e ninguém é tão sábio que não tenha algo a aprender”. Há muita honra para o mestre. Todavia, há muito mais sabedoria com o aprendiz. Em se tratando de questões espirituais, a dependência de Deus e de sua sabedoria é o melhor caminho. Perfeito não é o que se realiza, mas aquele que ajuda os outros a se realizarem. Pensar nos outros, dar-se aos demais. Esse é o caminho que conduz à vida. Cf. Pv 8:5; Is 1:17; Mt 9:13; Jo 15:13.

Essas são as diretrizes divinas. Que elas possam nos conduzir pelos caminhos da vida até o fim de nossos dias.

sábado, agosto 30, 2008

Estamos no site do MEC

Poesia e motivação
28.08.2008

O MEC criou em seu site um "Jornal do Professor", onde abriu um espaço para publicação de trabalhos do professor. Na data em epígrafe, sob o título "poesia e motivação", o site divulga o nosso poema "A atitude do pródigo", além de redirecionar o leitor para este blog, onde contém outros trabalhos nossos.
Essa é uma importante porta aberta e que precisa ser divulgada.

Veja mais em: http://portaldoprofessor.mec.gov.br/journalContent.action?editionId=4&categoryId=2

segunda-feira, agosto 25, 2008

Emprego, eleição e indignação

Foto do autor Izaias Resplandes
Estilo 1974


Todo ano de eleições municipais é a mesma coisa. Sempre têm aqueles eleitores que trabalham para o Poder Público na condição de contratados e que entendem ser necessário continuarem apoiando o prefeito-patrão, ou seja, votando nos candidatos dele, para poderem continuar no emprego. É de se indignar, ao ver que, em pleno século XXI, a prática do coronelismo e do voto de cabresto ainda continua imperando no Brasil, por conta da simplicidade e da miséria em que vive a grande maioria do povo (sem comida e desempregado), mas principalmente pela falta de conhecimento quase absoluta das leis que regem o país, o chamado analfabetismo político.
É evidente que a pressão eleitoral não é feita às claras, mas todos aqueles que têm sido contratados pelo Poder Público nos últimos anos, sabem que se não estiverem com o prefeito, não terão lugar para trabalharem na Prefeitura. Essa é uma realidade que não pode mais continuar. O eleitor precisa de liberdade para exercer o seu direito de votar em quem julgar melhor. Se ele considerar que os candidatos do prefeito são os melhores e desejar votar neles, isso é uma coisa perfeitamente normal. Mas se é induzido a votar em alguém para continuar no emprego, isso é contribuir para a manutenção da corrupção no país, o que não é mais admissível.
A Constituição Federal, a lei maior do Brasil, é de entendimento primário nessa questão. Todo cargo, emprego ou função pública, com exceção daqueles chamados “de confiança”, deve ser preenchido por pessoas aprovadas em concurso público. O tempo em que se ingressava na Prefeitura pela janela deve ser coisa do passado. Aqueles prefeitos que ainda estão praticando essa forma de contratação de mão-de-obra pública estão infringindo a lei e devem ser denunciados, ao invés de serem apoiados. Tal prática é criminosa. É crime de improbidade administrativa, apenada com a perda de mandato e ressarcimento dos danos causados ao erário. E todos aqueles que se beneficiam dessas práticas, são cúmplices e devem ser igualmente punidos.
Toda pessoa tem direito de participar de um concurso público, seja para o provimento em caráter efetivo (permanente), seja na condição de trabalhador temporário (contratado por tempo determinado). Neste último caso, normalmente se faz um teste seletivo, mas não com menos rigor e seriedade. O tal teste é também uma forma de concurso. E todos os que desejarem ser contratados pela Prefeitura podem se inscrever e participar dele. E atenção: o prefeito será obrigado a contratar aqueles que forem aprovados para preencherem as vagas, obedecendo rigorosamente a ordem de classificação. Não importa se o candidato aprovado no teste votou ou não votou nos candidatos dele, se participou ou não da campanha política. A contratação não está subordinada a tais critérios, mas somente à capacidade e ao conhecimento demonstrado nas provas realizadas. Se o concurso ou teste seletivo foi realizado é porque precisava do pessoal. Desse modo, o prefeito tem obrigação de convocar e contratar na forma estabelecida no edital, os candidatos aprovados. É assim que manda a lei.
Falando em provas, estas devem ser elaboradas por uma empresa idônea, sem ligação direta com o prefeito, selecionada em procedimento licitatório, com experiência e competência para realizar o serviço. E todas as fases do procedimento devem ser acompanhadas pelo Sindicato dos Servidores Municipais, pelo Tribunal de Contas do Estado, pelo Ministério Público e por todos os cidadãos, inclusive os próprios candidatos ao trabalho. Se qualquer desses entes públicos ou pessoa tomar conhecimento de irregularidades, deve denunciar. No caso das denúncias ao Ministério Público e ao Tribunal de Contas, elas podem ser feitas inclusive de forma anônima. Os órgãos, ao recebê-las, farão uma análise e, verificando indícios de ilícito administrativo, abrirão os procedimentos legais previstos para apuração e providências. A impunidade somente continuará, se nós deixarmos de fazer a nossa parte. Se pelo menos um fizer o que tem de fazer e denunciar as práticas corruptas, as coisas haverão de mudar.
Se algum eleitor estiver sendo pressionado a votar em alguém para ter direito a um emprego no próximo ano, não fique calado, fique indignado, porque essa promessa não será cumprida. A sua vaga de trabalho na Prefeitura não depende de quem for eleito, mas apenas da capacidade de cada um. Acabou-se o tempo do cabide de empregos. Agora é a hora da legalidade, da competência, do profissionalismo. Todo aquele que colaborar com esse processo corrupto não é menos corrupto do que o político responsável pela sua execução.
Ao escolher o candidato que vai governar a sua cidade, pense nela, pense nos seus filhos, pense em como a vida seria melhor se tudo fosse feito dentro da lei. E lembre-se: se acha que não vale a pena defender essa causa, porque ela é perdida e porque as coisas não vão mudar e não serão feitas direito, então fique de fora do processo. Mostre que você é uma pessoa diferente, que é honesta, que é de bem e que não se mistura com a corrupção. É hora de cada um de nós fazer a nossa parte, ficando indignado e dando a resposta adequada nas próximas eleições.

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Izaias Resplandes de Sousa, professor de Matemática da Rede Estadual de Ensino, devidamente concursado, trabalha em Poxoréu, MT, cursando atualmente, o 9º semestre de Direito na UNIC de Primavera do Leste, MT.

domingo, agosto 24, 2008

Amor e sucesso

Foto do Autor: Izaias Resplandes (estilo 1968)


É muito estreita a ligação entre o sucesso e o "amar muito". Creio que bem sucedido não é aquele que realizou os seus próprios sonhos, mas aquele que ajudou muitos outros a transformarem seus senhos em realidade. Pensar nos outros e fazer por eles... Isso é amar. Isso é sucesso!

(Comentário feito à frase "Alcançar o sucesso", de Fábio Brandão, publicada no RL em 23/08/2008)

Poxoréu, MT, 24/08/2008.

sábado, agosto 23, 2008

O primeiro amor

Foto ilustrativa: Os ascendentes de Ricardo Resplandes (foto maior) são mantidos vivos em sua memória, como exemplos de vida. De cima para baixo: Tataravós Jerônimo e Narcisa, Bisavós Antônio, Maria Cândida e Castorina; bisavós João Resplandes e Jorcelina; avos Marcelino e Maria Resplandes; pais Izaias e Maria de Lourdes Resplandes; avô Sebastião de Andrade.

O primeiro amor

Izaias Resplandes

Início. Tudo o que vem depois depende desse momento. Uma vida bem ou mal sucedida, vitórias ou derrotas, força ou fraqueza, bênção ou maldição... As primeiras experiências marcam para sempre a vida de uma pessoa, o seu destino, o seu futuro. Elas preenchem o vazio, o nada, a tabula rasa. Servirão de base, alicerce, fundamento e razão da existência. Daí a importância de que esse começo seja organizado pelos pais, pela igreja, pela escola e pelo Estado, instituições criadas pelo conjunto da sociedade para responderem pela formação moral, ética, espiritual e social de todos. Cf. Gn 1:1-2; 25:28-34; 27:32-38; Dt 4:40; 5:16; 11:26-28; Js 24:14-15; Sl 37:5; Pv 22:6; Ef 2:20; 1 Tm 3:14-15; At 7:22; 22:3; Lc 2:46; Rm 13:1.
É bem verdade que a vida de muitas pessoas costuma ser atropelada, tirando delas a oportunidade de vivenciar cada momento e cada fase da existência. Quantas não tiveram infância! Quantas não conheceram os pais! Quantas ficaram sozinhas tanto na vida quanto na hora da morte! Mas as coisas não eram para ser assim. Nunca foram pensadas dessa forma. A vida deveria seguir o curso das estações. Após desabrocharem, as flores teriam um verão ideal para se transformarem nos frutos do outono que no inverno se desfazem.
A criança precisa ser e viver essa primeira fase da existência. É nessa hora que conhecerá o amor, a amizade, a fraternidade, a solidariedade. Com seus pais desenvolverá as atitudes de respeito, de consideração e de confiança. Saberá que todos nós temos um próximo junto de nós, ao qual, no exercício de nossa primeira missão na vida, devemos aprender a tratar como nosso irmão. Aqueles que não têm essas experiências na primeira infância sofrem um estrangulamento fatal em suas vidas. Aprendem o que não presta, conhecem as drogas, o crime e tantos outros dos lados miseráveis da existência. São discriminados, desrespeitados e vilipendiados. Ninguém deseja a sua companhia. Cf. Ex 33:11; Dt 13:6-8; Pv 18:24b; Pv 27:10; Lc 16:9; 3 Jo 1:15; Ex 20:16-17; Lv 19:13-18; Mt 19:19; Sl 1:1-2; Pv 6:3. Tt 3:9-10;
O homem não foi criado para viver na solidão. A vida começa a dois. Desde o início, cada um deve ter alguém ao seu lado para compartilhar a grande jornada da vida. O homem deve ter sua mulher e a mulher o seu homem, formando a unidade de “uma só carne”. Os filhos também devem ter os seus pais ao seu lado, até o dia em que os deixarem para constituir a sua própria família. Então tudo se repetirá. A ordem da criação é que o homem viva em família, onde cada um quita para com os demais uma dívida de amor. Aquele que se isola em seu próprio mundo é um transgressor do princípio da unidade familiar. Não é considerado como uma pessoa sábia e, tampouco sabe o que é o amor, esse desejo e essa vontade que existe dentro de nós, que nos faz devotar a nossa existência em favor de nossos semelhantes. Cf. Gn 2:18; Sl 68:6; Pv 18:1; Ec 4:10; 1 Co 13:5; 1 Tm 5:8.
O inverno é o fim da jornada terrena, mas é também a porta dos céus. Todos nós haveremos de passar pela morte, de uma forma específica. Determinadas mortes nos parecem muito tristes e não as desejaríamos nem aos nossos piores inimigos. Aliás, a morte, embora seja uma conseqüência natural, não é algo para ser desejado. Em que pese ela representar o final do sofrimento humano, morrer não é uma coisa boa. O homem deve querer a vida. Jesus disse que viera ao mundo para o que nós pudéssemos ter uma vida abundante, sendo que seu sacrifício foi realizado para tornar esse projeto uma realidade. Ec 7:1; Hb 9:27; Jo 5:24; Jo 10:10.
A velhice é para ser a fase mais digna da vida de uma pessoa. Deve corresponder mesmo à melhor idade. É de se esperar daquele que chegou até esse momento, que tenha sido uma boa pessoa, capaz de amar e respeitar os demais, que foi solidário e fraterno com o seu próximo e tenha aprendido na infância as lições de seus pais e as aplicadas ao longo de sua convivência com os demais. Mas a verdade é que nem sempre as coisas correm dessa maneira e muitos terminam os seus dias completamente solitários e abandonados. É uma tristeza muito grande quando isso acontece, porque, da mesma forma que no começo da vida a pessoa precisa de alguém, assim também será na sua velhice. Destarte, cada um deve fazer a sua parte no momento oportuno, para depois poder usufruir dos benefícios de suas ações. Os pais devem cuidar dos filhos para que depois estes cuidem deles. Também devem fazer amigos, para que não fiquem sozinhos na hora da morte e tenha quem lhes possa conduzir até a sepultura. Em que pese muitos parentes faltarem na responsabilidade para com os mais velhos de sua família, não é isso o que normalmente acontece, principalmente em relação às pessoas de boa criação. Deus nos deixou instruções preciosas sobre as nossas responsabilidades para com os nossos velhos. Devemos amar e cuidar deles, dando-lhes o melhor de nossas potencialidades. Gn 15:15; Ec 11:4; Gl 6:7
A essa altura, espera-se que cada um tenha compreendido a importância de se ter um primeiro amor sólido e consistente, capaz de assegurar o viver nas demais fases da existência segundo os padrões divinos. É de lembrar também que mesmo àquele que se desviou daquelas orientações primeiras, sempre existe uma possibilidade de reajustamento. Se isso aconteceu com você, tome consciência do seu estado e volte àquele primeiro amor, sem o qual a felicidade eterna jamais será alcançada. O nosso desejo é que cada um possa viver bem, ser feliz e concluir com dignidade a sua missão na terra, entrando no céu em portas abertas pelo próprio Deus, recebendo a saudação pessoal de Nosso Senhor Jesus Cristo: “Vinde, benditos de meu Pai, possuí por herança o reino que vos está preparado desde a fundação do mundo”. Cf. Ap 2:4; 3 Jo 1:2; Mt 25:34.
Que cada um, pensando na vida pregressa de seu semelhante, possa dizer-lhe que ele foi uma figueira que deu os seus figos verdes, uma vide em flor que ainda exala o seu aroma e que, portanto sua companhia é muito querida e desejada. Segundo Santo Agostinho, “uma vez penetrado pelo primeiro perfume, o vaso conservará por longo tempo o aroma”. Que ninguém perca o agradável perfume de seu primeiro amor. Amém.

quarta-feira, agosto 20, 2008

ALUNOS DA UNIC – PRIMAVERA DO LESTE VISITAM O TRIBUNAL DE CONTAS DE MT


Os alunos do 8º e 9º semestres de Direito da UNIC – Primavera do Leste fizeram uma visita ao Tribunal de Contas de Mato Grosso neste dia 19 de agosto de 2008.
O TCE é a instituição pública de controle externo responsável em zelar pelo patrimônio público e fiscalizar a aplicação dos recursos. Qualquer pessoa ou entidade, que utilize dinheiro, bens ou valores públicos, oriundos do Estado ou dos Municípios, tem que prestar contas ao TCE.
De acordo com o projeto de excelência que desenvolve, tem como visão:
“Ser a referência em controle externo no Brasil”. E, como missão: “Garantir o controle externo da gestão dos recursos públicos, mediante orientação, fiscalização e avaliação de resultados, visando à qualidade dos serviços, em benefício da sociedade”.



O convite partiu do Presidente do Tribunal de Contas de Mato Grosso, Conselheiro Antônio Joaquim Moraes Rodrigues Neto e faz parte de um projeto de integração do cidadão mato-grossense com o TCE/MT.


A visita foi coordenada pela Professora e Advogada Fabiane Guilherme, a qual leciona Direito Administrativo para os alunos do 8º semestre e Direito Civil para os alunos do 9º semestre.


Trinta e sete alunos se inscreveram para a visita, a qual foi bastante instrutiva para todos, dada a grande quantidade de conhecimentos que agregou ao currículo dos acadêmicos.


Após a recepção, o cerimonial do TCE conduziu os acadêmicos para assistir uma parte da Seção Plenária do dia, onde acompanharam a deliberação referente aos seguintes processos:
1. PROCESSO Nº 46493 / 2008 - RELATOR: CONSELHEIRO ARY LEITE DE CAMPOS – Contas referente ao exercício de 2007, da Prefeitura de Itaúba; e,
2. PROCESSO Nº 47210 / 2008 - RELATOR: CONSELHEIRO JOSE CARLOS NOVELLI
- Contas de 2007 da Prefeitura de Diamantino. Ambas foram aprovadas.







O Conselheiro HUMBERTO MELO BOSAIPO fez a saudação aos alunos da UNIC – Primavera. Falou sobre a sua participação na criação do curso, exaltando a iniciativa do Dr. João Medeiros.


Os alunos estiveram atentos às votações, fazendo anotações sobre os aspectos mais interessantes para a sua formação acadêmica.


Após assistir as duas votações, os acadêmicos visitaram a Coordenadoria de Controle de Obras e Serviços de Engenharia, a qual tem como titular a Drª Narda Consuelo Vitório Neiva Silva.


Dois técnicos da Coordenadoria falaram sobre o GEO-Obras e a forma como o TCE/MT faz o controle das obras que são realizadas nos municípios mato-grossenses, surpreendendo os acadêmicos com a complexidade do controle ali realizado, usando fotos geo-referenciadas, além de fotos por satélite.


O GEO-OBRAS, é um software desenvolvido pelo Tribunal de Contas do Estado de Mato Grosso para gerenciar as informações das obras executadas em todos os Órgãos das esferas Estadual e Municipais. O GEO-OBRAS é uma poderosa ferramenta de consulta dos investimentos realizados pelo Governo nas mais diversas regiões do Estado. Através da combinação das opções de filtro disponíveis, o internauta consegue obter informações gerais ou específicas sobre as obras.

Em seguida, foram convidados para um lanche no Restaurante do TCE/MT. Ao encerramento da visita, os acadêmicos foram convidados para um almoço no mesmo local.


A seguir, os acadêmicos visitaram uma das seis Relatorias de Controle Externo do Tribunal, onde receberam esclarecimentos sobre os trabalhos ali realizados, dando suporte para os Pareceres dos Conselheiros e, seqüentemente, para as deliberações do Pleno do Tribunal.

Os acadêmicos ouviram atentos as explicações e fizeram perguntas que foram respondidas com muita precisão e disponibilidade.

Acadêmicos de Direito da UNIC - Primavera visitam TCE/MT


A segunda parte da visita doas acadêmicos da UNIC ao TCE/MT teve início pela Coordenadoria de Controle de Atos de Pessoal, a qual tem na sua direção a servidora Nair Ferreira de Sales.


Em seguida, os acadêmicos conheceram o Protocolo do TCE e a forma como é conduzida os trabalhos de recepção de documentos naquela repartição pública.


O acadêmico Daniel, do 9º. Semestre de Direito foi apresentado como um novo funcionário da repartição, sendo informado que o padrão de vencimentos dos servidores do órgão depende de sua formação acadêmica. Quanto maior conhecimento, maior será o vencimento. Os alunos gostaram das cifras pagas pelo tribunal, as quais, inclusive, são nominalmente discriminadas e divulgadas no site do TCE/MT.

Então foram à Ouvidoria, a qual é hoje um modelo para todo o Brasil. A ouvidoria é a porta de entrada de denúncias, críticas, sugestões e reclamações feitas pelos cidadãos e administrados de todo o Estado.


Como a própria palavra estampa, o termo ouvidoria provém do verbo “ouvir”. No sentido geral, sua função é ouvir críticas. Nos tribunais de contas, ela ouve o cidadão em suas dúvidas, sugestões ou reclamações contra os entes públicos no que tange a atos lesivos, que contrariam o interesse geral, principalmente, ao uso inadequado dos recursos públicos. É um órgão que cria e amplia os canais de comunicação entre o Estado e a sociedade.


A penúltima atividade dos acadêmicos no TCE/MT foi assistir uma palestra a respeito das atividades administrativas e culturais do Tribunal.

Os dois auditores responsáveis pela mesma não apenas expuseram, mas responderam às perguntas formuladas pelos atentos estudantes.


Para encerrar a visita, a Coordenadoria de Cultura proporcionou aos acadêmicos da UNIC – Primavera uma apresentação do coral da entidade, o qual entoou duas lindas melodias.

A visita a Cuiabá foi completada com um tour pelo Pantanal Shoping. Segundo Daniel e Evandro Zanata, a visita ao TCE/MT foi nota dez. Os acadêmicos deixam aqui os seus agradecimentos à profª. Fabiane Guilherme, à direção da UNIC - Primavera que colaborou com a viagem e à Presidência do Tribunal de Contas de Mato Grosso pelo convite e pela maravilhosa recepção que receberam em Cuiabá.

segunda-feira, agosto 18, 2008

Fotos da Visita ao TCE/MT

Queridos amigos.
Segue abaixo um link para baixar 32 fotos da nossa visita ao TCE/MT. Espero que gostem. As fotos poderão ser melhoradas com a utilização de um editor.
Então, é só clicar em http://picasaweb.google.com.br/respland/TribunalDeContasSeleO1 e apreciar.

Abraços, Izaias Resplandes

domingo, agosto 17, 2008

Academia Virtual Brasileira de Letras



Pais e filhos


Introdução. As relações entre pais e filhos são sempre muito delicadas e normalmente extrapolam os limites de admissibilidade. É importante conhecer que a Bíblia ensina sobre as maneiras mais convenientes para se produzirem essas relações, distribuindo-as em dois grandes princípios: o da obediência e o da não provocação à ira (Ef. 6:1-4; Cl 3:20-21).

1. Princípio da obediência. Encontra-se na base de todas as relações espirituais, podendo ser aplicado também nas questões materiais. Estando ligado à honraria, além de ser considerado como prenúncio de justiça e de uma vida bem sucedida, é objeto de uma promessa de longevidade sobre a terra. Aquele que o segue, normalmente é uma pessoa bem sucedida em seus negócios, em seus projetos de vida, em seus sonhos e realizações (Pv 15:22).
É uma questão de honra. Aquele que não valoriza e não honra também não é obediente. Todavia, a honra aos pais pode ir além da obediência, envolvendo outros relacionamentos. Dessa forma, ao escolher suas companhias, por exemplo, os filhos devem zelar pelo bom nome de seu “pater famílias”. Não é por acaso o ditado: “me dizes com quem tu andas e te direi quem é” você. A verdade é que os pais são julgados pelas companhias dos filhos, implicando, por conseguinte, grande responsabilidade destes em tais escolhas (Pv 28:7).
Também é de destacar que enquanto a rebeldia, na maioria das vezes atrai o castigo e a disciplina, a obediência atrai o zelo dos pais em relação às causas dos filhos. Estabelece entre eles um elo de ligação muito forte, onde os filhos somente têm a ganhar. Destaca-se que estes, estando bem relacionados com os seus pais, podem inspirar-se nos seus exemplos de vida, considerando-os como modelos a serem imitados sobre a forma de condução de seus próprios fardos e compromissos, tais como assunção de dívidas, estabelecimento de sociedades, diversões, entre outros (1 Co 4:16; 11:1; Fp 3:17; Gl 6:4-5).
Como é triste a situação de pais que não conseguem ser exemplo para seus filhos e que os vêem agindo com desprezo às suas instruções, andando com pessoas pouco recomendáveis e às vezes até roubando o seu suado dinheiro para manter vícios e hábitos imorais e prejudiciais à saúde (Pv 15:5; 17:25; 28:24).
Por outro lado, é de ver que a Bíblia exalta aquele que recebe a orientação da Palavra com alegria. Essa é a atitude que se espera dos filhos, mesmo que isso signifique sofrimento e dor. O bom filho não discute as orientações de seus pais. Cumpre-as. Ele não é um fardo pesado para eles, destacando que se assim o fosse, tal encargo não seria proveniente de Deus, como de fato é (1 Ts 1:6; Mt 11:30).

2. Princípio da não provocação à ira. A relação dos pais com os filhos deve estar fundada no amor e também na consideração. Os filhos, como a esposa, são os elos mais fracos da relação familiar, merecendo um tratamento digno de tal posição por parte dos pais. Segundo Pedro, o tratamento diferenciado é devido principalmente em face de que ambos são, “juntamente, herdeiros da mesma graça de vida” (1 Pe 3:7).
É de destacar que os pais têm um compromisso de responsabilidade para com os seus filhos. Deve educá-los, instruí-los no caminho no bem e prestar contas a Deus sobre os seus atos em relação a eles (Sl 32:8; Pv 22:6; Is 48:17; Rm 16:19; Hb 13:17).
A ira, elemento que ora se analisa, é uma característica natural da pessoa humana. Todavia, não deve ser motivo para induzir ao pecado. Os pais devem ser cuidadosos na disciplina dos filhos, para não envergonhá-los, humilhá-los e levá-los à atividade pecaminosa. Ao surgir uma situação que possa abalar o seu relacionamento, pais e filhos devem tomar rápidas providências para aparar as arestas e restabelecer a paz familiar, antes que o mal cresça, enraíze e se torne difícil de ser contornado. A paz deve ser buscada a todo custo e com a máxima rapidez. Deus deseja que vivamos em paz (Sl 4:4; Ef 4:26).

Conclusão. A Igreja deve zelar pela educação de seus membros, ensinando as formas bíblicas de relacionamento. Pais e filhos devem estar juntos no momento da instrução para que cada um possa beber das fontes do verdadeiro saber. Os princípios da Palavra de Deus são as primeiras fontes da verdadeira sabedoria. Que Ele nos conceda a graça de alcançá-los (2 Co 13:11).

sábado, agosto 09, 2008

Recanto das Letras

Foto do Autor: Izaias Resplandes

Recanto Missionário: Acampamento Rio dos Crentes, Poxoréu, MT

Esses são os artigos do Resplandes que mais têm sido lidos no Recanto das Letras. Confira os textos. Leia-os. Comente-os. Eles foram escrito para você. Abraços do autor.
Exclusão do Crédito Tributário: Isenção e anistia
Bodas de pérola
Aprender a aprender
A responsabilidade civil do Estado
Beleza Interior
O falar em línguas
A religião, o álcool e a lei
Papai Noel
AUTOBIOGRAFIA DE IZAIAS RESPLANDES
A honra aos pais
O conteúdo da pregação
O mundo dos sonhos
Meu fardo é leve
Exemplos de Perfeição
Coração missionário
As imagens
Os melhores anos da vida
Ao “nosso” professor
A história do homem
O salário do obreiro
O Projeto de vida cristão
A mentira de “primeiro de abril”
A família do crente
Deus é um só!
Aniversário de Poxoréu
Voto Racional
A escolha do sonho dos sonhos
Líderes ou ditadores
As três realidades da existência
A conquista do mundo de Deus
A autoridade do pregador
O objeto da conquista humana
O preço da bênção
Limites
A Chave do Crescimento
Uma visita ao Rei dos Resis
O capacete da consciência
Família: decepção e bênção
Os estágios da vida cristã
O mundo de nossos sonhos
O segundo nascimento
O maravilhoso mundo de Deus
A missão do Filho
Os filhos da mentira
Você é...
O trabalho de Jesus
Lavoura de Deus
A terra dos deuses
Papai do Céu
O descanso do crente
As parcerias bem sucedidas
Igreja: a porta dos céus
Vida abundante
O bom pastor
Caminhadas para Jesus
Fim de ano: 1998
Vidas passadas
Conselhos
Esperando a morte
A dívida dos líderes
O projeto do sonho da vida
O fim da fome
Luar em Brasília
O conhecimento da salvação
Confissão de fé
Em Poxoréu
O homem e a salvação
As potencialidades do crente
Aprendendo e fazendo o certo
O homem divino
Manifestações do amor de Deus
Santo Néry
Recado de Poxoréo
Parcerias
Lourdes


Estes e outras publicações do Prof. Izaias Resplandes estão publicados em
http://recantodasletras.uol.com.br/autores/resplandes

domingo, agosto 03, 2008

Líderes ou ditadores

Foto: Fernando Resplandes
Por do sol no Pantanal Mato-grossense, Barão de Melgaço, MT


Izaias Resplandes


Introdução. O poder é o desejo que arde no coração de todas as pessoas. Mesmo os mais humildes e recatados o possuem e o exercem. É o resultado da ação humana no mundo, aparecendo de forma mais acentuada nas pessoas dos líderes e dos ditadores. Sábia é a pessoa que sabe usar o poder que possui, conciliando o seu exercício com o das demais pessoas. A sociedade, com o objetivo de assegurar o pleno direito de suas liberdades tem por hábito transferir uma parte de seus poderes individuais àqueles que se consagram como líderes. Alguns destes, por seu turno, insatisfeitos com o poder que recebem, usurpam o mais que podem das prerrogativas de seus liderados, impondo-lhes o governo do seu ponto de vista, da sua forma de agir, da sua pessoa, etc. Quando isso acontece, deixam de ser líderes e passam à condição de ditadores. A história está repleta tanto de uns, como de outros, implicando uma tomada de consciência individual, em cada tempo e lugar, sobre os fundamentos e as formas consagradas para o exercício do poder, a fim de que se possam valorizar aqueles que são úteis e repudiar aqueles que maculam a nossa memória coletiva.

1. Os fundamentos do poder. O poder é uno e indivisível. Originariamente, vem de Deus. Foi o divino que, ao criar o homem, o dotou de competência para agir sobre a criação. Deus deixou ao homem o poder necessário e suficiente para que este continuasse a sua obra criadora, desenvolvendo tanto as suas próprias potencialidades latentes, como aquelas que ficaram impregnadas na matriz da criação divina. Cada fragmento dela traz em si toda a plenitude do poder. Foi dessa forma, por exemplo, que o homem desenvolveu a capacidade de recriar os seres vivos a partir de seu DNA, como ocorre atualmente no processo de clonagem e de reprodução artificial.
O poder do homem, portanto, vem de Deus. É um dom divino que cada um, de forma regular, deve exercer na medida de suas limitações e necessidades. É de destacar que, qualquer tentativa de exercê-lo além desses limites, constitui uma afronta ao Criador e a toda a criação. “Toda precipitação ou artificialização desse processo natural pode ser entendida como uma violação à vida, sendo um desafio para os cristãos e a igreja a reflexão sobre a ação da cultura humana sobre os dados originais da criação”[i][ii].
Só o conhecimento das essências, preservado por Deus em sua Palavra e na própria natureza da criação, pode garantir um bom domínio e exercício dessa força transformadora, a qual, abaixo do Supremo, também pode ser exercida pelos anjos, demônios e seres humanos. A falta de sabedoria implica no mau uso e em conseqüências reprováveis e indesejadas. O homem deve procurar o conhecimento dos fundamentos, das essências e dos princípios de todas as coisas. A sabedoria do prudente é entender o seu próprio caminho, mas a estultícia dos insensatos é enganadora[iii].
É fundamental que um bom líder deva ter uma boa formação, vivências e experiências no uso do poder, para que não venha se transformar em um indesejável ditador da ignorância, que, não tendo outra forma de se fazer respeitar, usa da força bruta e irracional para se impor sobre os mais simples e humildes do povo. É assim que, do ter ou não ter o conhecimento das essências, surge o bom e o mau uso do poder, a liderança e a ditadura, as principais formas de condução das massas populares[iv].

2. As formas de exercício do poder. Liderar é puxar a fila, ir à frente, conduzir o grupo, dar o exemplo. O dicionário Priberam da Língua Portuguesa On line define o verbete como: “dirigir na função de líder; chefiar; orientar; governar; ter o primeiro lugar entre competidores ou concorrentes”[v]. Liderar é a principal função de um líder. É o contrário de ditar, impor, como faz aquele que é chamado de ditador e que, segundo o Priberan é o “antigo magistrado romano que exercia poder absoluto; indivíduo que, temporariamente, concentra em si todos os poderes do Estado; por ext. pessoa autoritária, despótica, que usa de prepotência”[vi].
Todos os homens nasceram para liderar, agir, fazer e governar. Diz a Bíblia que Deus criou o homem à sua imagem: homem e mulher. E os abençoou e lhes disse: Sede fecundos, multiplicai-vos, enchei a terra e sujeitai-a; dominai sobre os peixes do mar, sobre as aves dos céus e sobre todo animal que rasteja pela terra[vii]. Tanto os líderes quanto os ditadores surgiram da evolução natural do exercício desse princípio com ou sem sabedoria.
É de destacar que a sabedoria do bom governo foi dada ao homem em essência. Cabia-lhe, desde o princípio, descobrir as melhores formas. O problema é que, no caminho das melhores o homem haveria de encontrar-se com as formas deturpadas, podendo vir a se apaixonar por elas. Então, já naqueles tempos primitivos, o Senhor advertiu o homem quanto a essa busca pelo conhecimento, dando-lhe a seguinte ordem: “de toda árvore do jardim comerás livremente, mas da árvore do conhecimento do bem e do mal não comerás; porque, no dia em que dela comeres, certamente morrerás”[viii].
É claro que o homem não ouviu a voz do Criador. E tudo o que fora previsto aconteceu. O homem fez sua escolha e Deus não o impediu de efetivá-la, mantendo-lhe a prerrogativa do livre arbítrio. Assim foi que, a partir daquele momento, o homem enveredou-se pelos seus próprios caminhos e pensamentos, deixando o Senhor de lado, apesar de que Ele mesmo, nunca deixou de olhar e assistir ao homem em seus devaneios no uso do poder, esperando que um dia ele retomasse ao bom caminho[ix].
O homem desenvolveu diferentes formas de governo. Submeteu-se aos patriarcas[x], aos juízes[xi], aos reis[xii]. Alguns foram bons líderes; outros seguiram os caminhos da maldade e se tornaram ditadores e fizeram o povo pecar e se distanciar ainda mais do seu Criador[xiii]. Cada um seguiu as suas próprias razões e fundamentos[xiv]. Finalmente, cumprindo o seu próprio plano, elaborado na eternidade, Deus veio ao mundo para governar os homens. Veio na pessoa de Jesus Cristo[xv].
O governo divino, no entanto, é espiritual. O Senhor governa os corações dos homens, para que exerçam a liderança com sabedoria, respeito e humildade, para que sejam bons líderes[xvi].

Conclusão. É de ver que nesses tempos de eleição surgem diversos candidatos a líderes. Eles são de todos os tipos e siglas. É hora de aplicar o conhecimento da Palavra de Deus para fazer as escolhas adequadas. Existem bons líderes. Esses são conhecidos pelas suas obras a serviço da sociedade. E existem os maus líderes, os quais nunca fizeram nada, mas que agora prometem fazer um mundo melhor para todos nós. Esses não são bons líderes. A Bíblia fala desse tipo de gente e nos alerta quanto a eles[xvii].
É dever de cada um estudar e conhecer o poder do Senhor que foi dado aos homens para governarem o mundo[xviii]. É preciso analisar a forma como os homens exercem a liderança. Todos são potencialmente líderes, mas só é verdadeiramente líder aquele que desenvolveu as suas potencialidades, sendo modelo e exemplo para os demais.
Antes de votarem nesse ou naquele candidato, analisem o seu perfil, conheçam a sua vida, as suas práticas e as suas vivências. Todo mundo tem uma história. Qual é a dele? Vejam como ele se comporta em relação aos demais. Ele tem amor no serviço ao próximo? Tem dedicado a vida para servir à sociedade ou apenas está atrás de um emprego melhor remunerado? É preciso ter cuidado com os falsos líderes, que só pensam em dinheiro e poder e não querem saber de nada referente ao povo.
O líder deve ter uma relação direta com o liderado. Ele o ama e respeita, porque tem consideração por ele. Ele se alegra com os seus sucessos e sofre com os seus dissabores. É de observar que temos hoje muitos ditadores. São pessoas que nunca estiveram a serviço do povo, que nunca tiveram a sua aprovação para nada, mas que nesses tempos surgem como candidatos para conduzir os interesses populares.
Sei o quanto é difícil instruir as pessoas, principalmente quando elas não querem ser instruídas. Os homens nessa condição comportam-se como analfabetos políticos. Mesmo tendo olhos, eles se recusam a ver. É didática a lição de Bertold Brecht[xix]. Segundo ele: “O pior analfabeto é o analfabeto político. Ele não ouve, não fala, nem participa dos acontecimentos políticos. Ele não sabe que o custo de vida, o preço do feijão, do peixe, da farinha, do aluguel, do sapato e do remédio dependem das decisões políticas. O analfabeto político é tão burro que se orgulha e estufa o peito dizendo que odeia a política. Não sabe o imbecil que, da sua ignorância política nasce a prostituta, o menor abandonado, e o pior de todos os bandidos, que é o político vigarista, Pilantra, corrupto e lacaio das empresas nacionais e multinacionais”.
Não podemos nos calar. Aqueles que foram chamados para ensinar devem insistir no exercício de sua missão até o fim. Essa é a doutrina divina do serviço, mesmo que não se consiga obter os resultados desejados[xx]. Devemos continuar trabalhando nesse sentido como o estivéssemos fazendo para Deus. Que Ele abençoe a todos.
Poxoréu, MT, 03/08/2008.


Notas Bíblicas e bibliográficas:
[i] IGLÉSIAS, José Carlos. Ação pedagógica transformadora: pela construção de uma ética da responsabilidade no ministério. In: KOHL, Manfre Waldemar; BARRO, Antônio Carlos. Ministério pastoral transformador. Londrina (PR): 2006, pp. 185-217.
[ii] Cf. Sl 62:11; Mt 22:29; Jo 19:10-11
[iii] Cf. Sl 19;1; Pv 14:8; 2 Ts 2:9.
[iv] Cf. Tt 1:7; 1 Pe 4:10.
[v] LIDERAR. Disponível em: <>. Acesso em 03/08/2008.
[vi] DITADOR. Idem.
[vii] Cf. Gn 1:28.
[viii] Cf. Gn 2:16-17.
[ix] Cf. At. 14:15-16.
[x] Cf. Jo 7:22; At 2:29; 7:8-9.
[xi] Cf. Nm 25:5; Dt 1:16. Jz 2:18.
[xii] Cf. Dt 17:14; 1 Sm 8:5.
[xiii] Cf. 2 Rs 17:21.
[xiv] Cf. Sl 107:4; Is 53:6; Mt 9:36; 1 Pe 2:25.
[xv] Cf. Jo 1:11; 18:37; 19:19; Ap 1:5.
[xvi] Cf. Mt 2:6; Lc 22:29; Rm 15:12; Fp 2:10; 1 Pe 4:11; Jd 1:25.
[xvii] Cf. Jd 1:4.
[xviii] Cf. Jo 5:39; 2 Pe 2:20; 3:18.
[xix] BRECHT,Bertold. O analfabeto político. Disponível em: . Acesso em 03/08/2008.
[xx] Cf. Mt 1:22; Tg 3:1.