terça-feira, setembro 22, 2020

A hora do juízo



 

A hora do juízo



Izaias Resplandes de Sousa



Saudações aos queridos amigos que nos acompanham a partir de agora, durante essa nossa transmissão extraordinária na qual falaremos um pouco sobre o juízo de Deus, o qual, ao longo dos anos tem sido parcialmente executado por Ele e que será encerrado pelo chamado juízo final.

Antes de tudo eu quero dizer que o próprio Deus declara em sua palavra que o seu prazer está na vida e não na morte. Assim diz Ez 18:23, 31-32: Desejaria eu, de qualquer maneira, a morte do ímpio? diz o Senhor DEUS; Não desejo antes que se converta dos seus caminhos, e viva? (18:23) Lançai de vós todas as vossas transgressões com que transgredistes, e fazei-vos um coração novo e um espírito novo; pois, por que razão morreríeis, ó casa de Israel? Porque não tenho prazer na morte do que morre, diz o Senhor DEUS; convertei-vos, pois, e vivei  (18:31,32).

É de ver, no entanto, que apesar de não gostar de ver os homens sofrerem, Deus deu-lhes o livre arbítrio de decidirem o seu destino e de fazerem suas escolhas, ainda que jamais tenha deixado de orientá-los sobre a maneira mais adequada de viver. E é justamente por conta disso que tem vindo o sofrimento e o juízo corretivo de Deus.

O Senhor sempre executou os seus juízos. Desde Adão até os nossos dias, nós sofremos as consequências desses julgamentos. Mas parece que nunca aprendemos as lições.

A Ciência do Direito nos ensina que a função social da pena é a correção e não a vingança. O homem corrige os seus filhos e os seus semelhantes toda vez que eles passam dos limites. Isso é fazer juízo. E Deus também faz o mesmo, toda vez que a humanidade se desvia para os caminhos da perdição. Ele não faz um juízo vingativo, mas um juízo educativo.

Assim diz a Palavra: Porque o Senhor corrige o que ama, e açoita a qualquer que recebe por filho. Se suportais a correção, Deus vos trata como filhos; porque, que filho há a quem o pai não corrija? Mas, se estais sem disciplina, da qual todos são feitos participantes, sois então bastardos, e não filhos. Além do que, tivemos nossos pais segundo a carne, para nos corrigirem, e nós os reverenciamos; não nos sujeitaremos muito mais ao Pai dos espíritos, para vivermos? Porque aqueles, na verdade, por um pouco de tempo, nos corrigiam como bem lhes parecia; mas este, para nosso proveito, para sermos participantes da sua santidade. E, na verdade, toda a correção, ao presente, não parece ser de gozo, senão de tristeza, mas depois produz um fruto pacífico de justiça nos exercitados por ela. Hebreus 12:6-11.

Os juízos que Deus têm feito tiveram o objetivo de reorientar a humanidade para que não se perdesse totalmente. Assim foi nos dias de Adão, assim foi nos dias de Noé, assim foi nos dias de Sodoma e Gomorra e assim tem sido em diversas outras ocasiões. Todo juízo traz uma condenação para os erros praticados, mas sempre objetiva muito mais a salvação do que a condenação.

Deus não quer condenar. Ele quer salvar. Ainda lá no Éden, quando do julgamento de Adão, Deus prometeu um Salvador que haveria de esmagar a cabeça da serpente (a nossa tendência para fazer as escolhas erradas). E é de notório conhecimento que, na plenitude dos tempos, Deus enviou Jesus ao mundo para cumprir aquela missão prometida a Adão e repetida aos seus descendentes ao longo de sua trajetória histórica de vida. É de destacar, no entanto que Jesus por várias vezes declarou que viera salvar os perdidos e não condenar a ninguém por conta de seus erros. É assim a Palavra: Porque Deus amou o mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigênito, para que todo aquele que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna. Porque Deus enviou o seu Filho ao mundo, não para que condenasse o mundo, mas para que o mundo fosse salvo por ele. João 3:16,17.

Temos ouvido muitas pessoas falando que Deus está executando seu juízo neste momento em que vivemos a pandemia do coronavírus. Pode até ser que seja assim, mas a verdade é que ainda podemos estar sofrendo as consequências de outros julgamentos passados. Toda escolha que fizemos ao longo de nossa vida enquanto ser humano, gerou consequências. Não apenas algumas, mas todas. É lei de Deus e também é lei dos homens.

A Palavra diz: Não erreis: Deus não se deixa escarnecer; porque tudo o que o homem semear, isso também ceifará. Gálatas 6:7.

Por outro lado, a Física, através da terceira lei de Newton, afirma que a “toda ação corresponde uma reação de igual intensidade, mas que atua no sentido oposto”.

Esse é um critério que está inserido no DNA de nossa criação. Nós já nascemos sabendo disso e colocamos isso em prática durante toda a nossa existência. Transformamos isso em leis, estabelecendo quais seriam as consequências para cada uma de nossas ações. Portanto, não devemos estranhar os reptos da natureza, porque essas regras também valem para ela.

É certo que haverá um juízo final para todos após a morte. E neste juízo, cada alma sofrerá as últimas consequências pelos atos que praticou em sua existência material. Uns receberão recompensa (galardão) e outros castigo.

É assim a Palavra: E, como aos homens está ordenado morrerem uma vez, vindo depois disso o juízo, assim também Cristo, oferecendo-se uma vez para tirar os pecados de muitos, aparecerá segunda vez, sem pecado, aos que o esperam para salvação. Hebreus 9:27,28.

Essa é uma mensagem revelada há mais de dois mil anos e que vem sendo repetidamente pregada. Sim, queridos! Haverá um juízo que determinará o destino de cada um. E é evidente que ninguém teme o juízo compensatório, mas, certamente, nenhum de nós, de bom senso, desejaria enfrentar um tribunal acusatório. 

A missão de Jesus na Terra foi exatamente essa: salvar a humanidade do castigo final, do juízo final. Assim diz Ele: Eu sou a porta; se alguém entrar por mim, salvar-se-á, e entrará, e sairá, e achará pastagens. O ladrão não vem senão a roubar, a matar, e a destruir; eu vim para que tenham vida, e a tenham com abundância. Eu sou o bom Pastor; o bom Pastor dá a sua vida pelas ovelhas. João 10:9-11.

Jesus veio pregando a vida, a salvação, a liberdade. Ele veio cumprir a promessa das Escrituras, oferecendo a vida dele em resgate da nossa. E essa Palavra é a chave que abre a porta da nossa salvação. Jesus disse que “assim como o Pai ressuscita os mortos, e os vivifica, assim também o Filho vivifica aqueles que quer. E também o Pai a ninguém julga, mas deu ao Filho todo o juízo; Para que todos honrem o Filho, como honram o Pai. Quem não honra o Filho, não honra o Pai que o enviou. Na verdade, na verdade vos digo que quem ouve a minha palavra, e crê naquele que me enviou, tem a vida eterna, e não entrará em condenação, mas passou da morte para a vida”. João 5:21-24.

E essa é a mensagem. Que possamos ouvir a Palavra de Deus, que possamos lê-la; que possamos compreendê-la e praticá-la, porque ela é o nosso escrito de vida que nos livrará do juízo final condenatório, substituindo-o por um juízo compensatório. Se você ainda não for, torne-se discípulo de Jesus; se estiver andando torto e desanimado, conserte o seu passo e anime-se, porque “estar com Cristo é muito melhor” do que estar do outro lado. Que Deus nos abençoe!

A hora do juízo

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