quinta-feira, dezembro 31, 2015

Vovô, eu te amo muito!

Vovô, eu te amo muito!

Izaias Resplandes de Sousa

Ricardo e Izaias
Foi assim que o meu neto Davi, me cumprimentou nessa manhã! E me abraçou e me beijou. Como não emocionar! Como não sentir que esse será um dia de bênçãos muito mais do que especial!
Ricardo e Lourdes

A verdade é que todos os dias são portadores de bênçãos. Muitas e incontáveis bênçãos! Cada uma melhor do que a outra! Mas, agora, aproveite o ar! Respire fundo, porque hoje será um dia fantástico! 
Ilmá e Ricardo

Hoje faremos a colheita das últimas bênçãos deste ano. E quero te convidar para colher principalmente aquelas de janeiro, fevereiro, março... Aquelas dos meses passados, você não se lembra? Aquelas que não foram colhidas, aquelas que ficaram para trás e que não conseguimos trazer para casa, porque estávamos com os braços cheios e não tínhamos onde por. 
Ricardo e Maramei

Então! Hoje é dia de colher e compartilhar as bênçãos poupadas, que nos foram dadas para serem dadas e que não tivemos a oportunidade de dar em tempo oportuno.
Michelly e Ricardo

Quero testemunhar a respeito de uma prova difícil e das bênçãos que essa prova me tem proporcionado. Refere-se ao meu filho Ricardo. Quem já sabe de tudo o que aconteceu conosco, também pode testemunhar. Nossas vidas são transparentes. Que Deus possa ser glorificado por meio delas!
Dorvacy e Ricardo

No início de 2010, meu filho diagnosticado como tendo um angioma cavernoso se desenvolvendo no topo de seu tronco encefálico, na região do mesencéfalo. Bem no centro da cabeça. Não é uma doença. O angioma é um órgão extra. Conforme o lugar em que ele se desenvolve, não há nenhum risco. Já viram algumas pessoas com um sexto dedo nas mãos? É parecido com essa situação. 
Ricardo e Dionice

No caso de meu filho, o angioma surgiu em um lugar onde não há espaço físico para ele crescer. Mas, como todo órgão do corpo, ele também foi crescendo, mesmo com as dificuldades topográficas de sua localização. 
Ricardo e Aparecida

O neurocirurgião que cuida de Ricardo diz que ali é como se fosse a alma dele, porque aquela é a região de tudo o que liga o corpo ao cérebro. E qualquer lesão ali provoca sequelas na pessoa.
Ricardo e José

E então, depois de muitas lutas, Ricardo foi operado em 31/03/2010. Na ocasião, a equipe médica fez o seu melhor. Não pode retirar todo o angioma, para evitar sequelas, mas Ricardo ficou muito bom, com pouquíssimas sequelas. E durante esses quase seis anos, de lá para cá, ele teve uma vida normal, estudando, trabalhando, amando, participando das atividades da igreja e da vida.
Aparecida e Ricardo

Ricardo é um rapaz muito especial. É generoso. Para ele, tudo está bem. Quase não reclama de nada. Nem mesmo das dores que sente. É um moço que só contribui para que nós possamos ser uma família feliz.
Ricardo e Tia Fia

Mas então ele chegou para nós e nos pediu para fazer novos exames, nova ressonância magnética para ver como ele estava, porque ele vinha sentindo fortes dores de cabeça e os analgésicos não estavam surtindo efeitos. 
Mariza e Ricardo

Destaque-se: Ricardo é farmacêutico. Acreditamos que estava tomando os remédios que entendia ser adequados para tirar as dores que estava sentindo. 
Dalvany e Ricardo

E assim chegamos em Goiânia. Procuramos o mesmo médico que fez a cirurgia anterior. Ele é considerado um dos melhores profissionais da neurocirurgia do Brasil. Uma nova ressonância foi realizada, revelando as nossas preocupações: o angioma voltara a crescer. Ricardo precisaria ser operado novamente.
Tia Zulmira e Ricardo

Ficamos sem palavras! Naquele momento, percebendo a nossa impotência diante do problema, o médico nos disse que não haveria pressa; que não precisávamos fazer a cirurgia imediatamente; que poderíamos esperar mais algum tempo, lá para janeiro ou fevereiro. Mas também nos disse que a cirurgia precisava ser feita, para evitar que o cavernoma, continuando a crescer, não viesse ser perfurado como fora em 2010 e provocasse novas lesões na região, que poderiam alterar as funções normais do corpo.
Lourdes, Izaias, Davi e Ricardo

Então nós entendemos que não podíamos esperar. Não queríamos correr os riscos do agravamento da situação, sem a perspectiva de regressão. 
Tia Ana e Ricardo

E então decidimos fazer a cirurgia. Pedimos um orçamento... No princípio a previsão era de 40 mil, mas ao fim, ficará em 60 mil reais. Não dispomos desse dinheiro. Mas não temos dúvidas que vamos conseguir levantá-lo. Cremos em Deus. Somos cristãos. Servimos àquele que é dono do ouro e da prata. Fazemos parte da família de Deus. 
Fernando e Ricardo

Somos seus filhos e cremos que seremos socorridos em nossa necessidade. Se tudo der certo, Ricardo será operado dia 5 de janeiro de 2016, a partir das 8 horas da manhã. Será uma cirurgia longa. O médico disse que não fará mais nada nesse dia, dedicando-se integralmente à realização do procedimento. Por várias vezes, falou-me sobre a delicadeza dessa operação. Sabendo que somos pessoas que vivem pela fé, pediu-me que orássemos por Ricardo, mas que também orássemos por ele.
Adriano e Ricardo

O pedido do médico me pareceu muito especial. Muitos médicos pensam que são deuses e que podem fazer milagres nas vidas de seus pacientes. Não compreendem que são apenas instrumentos nas mãos do Médico dos médicos. Graças a Deus, o médico do Ricardo sabe qual é o seu lugar nessa operação. Peço que sejam replicadas orações a Deus em seu favor.
Ricardo e Alan

Esse é o começo da nova história. No que tange ao financeiro, a situação não é muito diferente daquela de 2010, quando fomos socorridos.
Ricardo e Euzainy

Eu me lembro de tantas coisas que aconteceram naquela época. Lembro-me das diversas vezes em que as pessoas me estenderam as suas mãos para me entregarem os seus presentes, o seu amor, o seu carinho, a sua generosidade. Alguns mais, outros menos. Todos muito importantes e necessários.
Ricardo e Rogério

Alguns podem pensar que eu não preciso de ajuda. Mas quero dizer, com toda a humildade, que estão errados. 
Ricardo e Edirlene

Eu preciso e muito do amor de cada um de vocês. E recebo o presente de cada um, com um coração agradecido, não importa o valor e o tamanho de sua graça em meu favor. O que mais conta é o gesto e atitude amorosa de cada um.
Euzaidem e Ricardo

Nós julgamos que as pessoas com muito dinheiro sejam pessoas muito ricas. E pode ser assim, mas não é a quantidade de dinheiro que define a riqueza de alguém. Uma pessoa pode ter muito dinheiro e mesmo assim ser muito pobre. E pode ter pouco dinheiro e, em contrapartida, ser uma pessoa muito rica.
Ricardo e Brunna

A riqueza de uma pessoa sempre será medida pelos seus gestos de amor para com os outros. As riquezas da terra vêm e vão. Os seus gestos de amor, de entrega e de doação são as riquezas eternas que formam, no céu, os seus verdadeiros tesouros, que não podem ser consumidos nem pela traça, nem pela ferrugem, nem por qualquer outro meio.
Ricardo e Davi

Jesus conta a história de um fazendeiro que teve uma grande colheita em determinado ano, de sorte que não tinha lugar para colocar os mantimentos. E então disse que destruiria todos os seus celeiros e construiria outros maiores. E aí diria à sua alma: Alma, tens em depósito muitos bens para muitos anos; descansa, come, bebe e folga. Mas Deus lhe disse: Louco! esta noite te pedirão a tua alma; e o que tens preparado, para quem será? Assim é aquele que para si ajunta tesouros, e não é rico para com Deus. Lucas 12:19-21.
Ricardo e Luzia

Já o apóstolo Paulo, escrevendo aos Coríntios, falou a respeito de um grupo de irmãos da Macedônia, considerados terrenamente pobres, usando as seguintes palavras:
Ricardo e Auxiliadora

Irmãos, vos fazemos conhecer a graça de Deus dada às igrejas da Macedônia; como em muita prova de tribulação houve abundância do seu gozo, e como a sua profunda pobreza abundou em riquezas da sua generosidade. Porque, segundo o seu poder (o que eu mesmo testifico) e ainda acima do seu poder, deram voluntariamente. Pedindo-nos com muitos rogos que aceitássemos a graça e a comunicação deste serviço, que se fazia para com os santos. E não somente fizeram como nós esperávamos, mas a si mesmos se deram primeiramente ao Senhor, e depois a nós, pela vontade de Deus (2 Coríntios 8:1-5).
Ricardo e Lucélia

Tanto para a realização da cirurgia de 2010, como para essa nova cirurgia, tenho recebido doações de pessoas com mais e com menos riquezas. Alguns, com menos, que talvez até estejam precisando de ajuda para sobreviver, tem me pedido para aceitar a sua oferta de amor. E é claro que isso me emociona muito, porque eu sei que qualquer quantia que tais pessoas abrirem mão, lhes fará falta. Mas, com o coração muito grato eu tenho recebido todas essas doações, sejam grandes ou sejam pequenas, porque o amor de alguém por outrem, não é medido pelo valor da sua oferta, mas por tudo o que esteja envolvido em seu gesto.
Luíza e Ricardo

De minha parte, Deus já me disse tantas vezes que todas aquelas bênçãos que Ele me dava e que excediam às minhas necessidades, não eram exatamente para que eu as colocasse em depósito, ou para que esbanjasse de uma ou outra forma. Aquelas eram as bênçãos que ele confiava em minhas mãos, para que eu as entregasse àqueles que tivessem necessidade delas. Ele já me disse, pelas suas ações que Ele é bom e generoso e que seu desejo é que cada um de seus filhos também seja bom e generoso, mas sem passar necessidades. E por isso, toda vez que ele nos abençoa, eu extrapola o que pedimos, para que possa sobrar das nossas necessidades, um tanto a mais, a fim de que possamos exercitar as nossas virtudes de amor, bondade, generosidade e fraternidade.
Ricardo e Tiago

A medida de Deus é desmedida. E seu desejo é que o imitemos. 
Ricardo e Nayara

Jesus disse: “Dai, e ser-vos-á dado; boa medida, recalcada, sacudida e transbordando, vos deitarão no vosso regaço; porque com a mesma medida com que medirdes também vos medirão de novo”. Lucas 6:38.
Marly e Ricardo

E o apóstolo Paulo acrescenta: Sede, pois, imitadores de Deus, como filhos amados (Efésios 5:1).
Floriezete e Ricardo

Obrigado a todos os que têm orado por nós, pela operação de meu filho Ricardo e pelo médico que fará a cirurgia. Temos certeza de que tudo dará certo. Temos fé nisso. Entendemos que não pode ser diferente, porque é Deus quem estará no controle. Pensamos como Davi. Ele disse de Deus: O norte e o sul tu os criaste; Tabor e Hermom jubilam em teu nome. Tu tens um braço poderoso; forte é a tua mão, e alta está a tua destra. Salmos 89:12, 13.
Ricardo e Flávia

No entanto, seja o que for e como for, em tudo seja feita a vontade de Deus, a quem louvamos e honramos para sempre. Amém.
Jonhatan e Ricardo

quarta-feira, dezembro 30, 2015

Provas e bênçãos

Provas e bênçãos

“Benção, sobre bênção... Vivendo a cada dia, no Senhor!” – Agnus Dei.

Ricardo e Izaias Resplandes
Todos os dias nós recebemos novas lições para incrementarmos ou não, a nossa vida, aproveitando-as ou não. É de sabermos que a vida é dinâmica. E assim, dificilmente, uma lição é oferecida nos mesmos moldes das anteriores. Normalmente, isso não acontece. Elas são quase sempre aperfeiçoadas, ainda que possam ser planejadas sobre os mesmos fundamentos. Dessa forma, cada lição é uma lição para um dia: o dia de hoje.

Assim disse Paulo Freire: 

A melhor maneira que a gente tem de fazer possível amanhã alguma coisa que não é possível de ser feita hoje é fazendo hoje aquilo que hoje pode ser feito. Mas se eu não fizer hoje aquilo que hoje pode ser feito e tentar fazer hoje aquilo que hoje não pode ser feito, dificilmente eu faço amanhã aquilo que hoje não pude fazer.

Por outro lado, o aprendizado não é apenas teórico. A lição deve ser experimentada na prática. Não dá para se aprender de verdade o que significa estar na lama, se não passarmos por essa experiência. É preciso estar dentro do atoleiro, no meio da lama, para saber o que significa ser atolado e para descobrir as alternativas de libertação. Não devemos resistir às possibilidades de aprendizagem concreta. Devemos agradecer por elas.

Bem-aventurado o homem que sofre a tentação; porque, quando for provado, receberá a coroa da vida, a qual o Senhor tem prometido aos que o amam. Tiago 1:12.

O Senhor da Vida quer nos ensinar a viver. Para tanto, ele se utiliza de tudo e de todos. É preciso que saibamos ver e compreender que cada situação de aprendizado é uma parte de nossa libertação.

Se, pois, o Filho vos libertar, verdadeiramente sereis livres.João 8:36.

Cada momento deverá ser especial para que possamos ser abençoados por ele. Quanto mais difícil a experiência, maior a possibilidade de bênção. Não importa o que seja, pois uma coisa é certa: a prova não é maior que a nossa capacidade. 

Fiel é Deus, que não vos deixará tentar acima do que podeis, antes com a tentação dará também o escape, para que a possais suportar. 1Coríntios 10:13.

No nosso dia a dia somos preparados para esse enfrentamento. Vamos de experiência em experiência. Num crescendo. De fé em fé! Uma coisa mais simples nos conduz a outra mais complexa. E assim, vamos sendo aperfeiçoados e ficando mais fortes. Temos convicção e fé de que Deus está conosco; de que não estamos sozinhos e que milhares de pessoas estão do nosso lado, nesse cabo de guerra contra as adversidades. 

O anjo do Senhor acampa-se ao redor dos que o temem, e os livra. Salmos 34:7.

Sabemos que qualquer que seja a dificuldade, nós teremos condições de superá-la. E quando isso acontecer... Oh, glória! As palavras serão insuficientes para expressarmos os nossos sentimentos de vitória.

Que todos tenham um bom fim de ano e um feliz ano novo!

Goiânia, 30 de dezembro de 2015.


Prof. Izaias Resplandes

quinta-feira, dezembro 24, 2015

Com o coração nas mãos

Com o coração nas mãos
Prof. Izaias Resplandes de Sousa

Introdução. E então, meus queridos. Este ano já está quase no fim. E aí? Como foi o ano de cada um? Estamos felizes? Será que poderemos sorrir? 

Tivemos muitas adversidades neste ano. Desastres ambientais. Crimes horríveis. Mortes de muitos. Doenças na família. Como está a nossa contabilidade? Temos saldo positivo ou negativo? 

Já está chegando a hora do balanço, quando fecharemos as portas para abri-las novamente somente no próximo ano.

Perder e ganhar? Desde que o mundo é mundo, sempre foi assim: ganham-se umas e perdem-se outras. Se apenas ganhássemos, o que iríamos fazer com os resultados? Quem iria participar conosco? Seria um jogo de cartas marcadas. Se apenas perdêssemos, por que jogaríamos? 

Na verdade, tudo aquilo que existe no universo está em nossas mãos, nas minhas, nas suas ou nas nossas. E vivemos um jogo de permutações. Como professor, os meus principais produtos são aulas de conhecimento ou reconhecimento das coisas que existem. Já o meu médico, seus principais produtos são intervenções de tratamento de enfermidades. Nesse passo, quando adoeço, pratico com ele o escambo: dou-lhe algumas aulas em troca de uma consulta. Ele, por sua vez, dá algumas consultas em troca dos bens que precisa. Assim, os nossos bens, valorados em papel moeda, passam de mãos em mãos, em infinitas trocas. Até aquilo que chamamos de lixo pode ser trocado por tomates, automóveis e até viagens espaciais. 

Em suma, todos nós ganhamos e todos nós perdemos... Assim é a vida. Se nós ganhamos, ficamos felizes; se nós perdemos, nos entristecemos. Tudo, por conta da dificuldade de compreendermos as regras do jogo da vida. 

Dentre todos os bens, existem alguns que, de tão caros e preciosos não têm preço, como por exemplo, a vida, a liberdade, a salvação da alma... 

Nesse sentido, minha avaliação é positiva em relação a todos aqueles que conquistaram esses bens neste ano. E quem está chegando ao dia 31 de dezembro vivo, livre e salvo, esse ficou muito rico. 

Por outro lado, avalio negativamente todos aqueles que só conquistaram os piores bens, aqueles que não passam em nosso controle de qualidade, tais como a morte sem liberdade e sem salvação. 

No meu caso em particular, chego ao final do ano muito feliz. Ainda que esteja enfrentando com meu filho um processo de enfermidade muito resistente, estamos felizes porque acreditamos na vitória final. 

Anos atrás, numa linguagem mais simples, ele se submeteu a uma cirurgia para retirada de um angioma cavernoso instalado em sua cabeça. Na época, o médico que o operou fez o que podia ser feito, de forma a evitar sequelas indesejáveis. E, graças àquela intervenção, chegamos até aqui. Foram vários anos felizes, sem a pressão daquele corpo estranho. 

No entanto, o bendito voltou a crescer e a incomodar. Isso nos assustou um pouco no princípio, mas não alterou a nossa determinação de lutar pela vida, pela liberdade e pela salvação. 

Haverá uma nova cirurgia, mais delicada que a anterior. Será outra luta contra aquele angioma cavernoso. A pretensão do médico agora é extrair o corpo estranho de uma vez por todas, embora tenhamos que conviver com a hipótese de que isso talvez não seja possível por conta de eventuais lesões. 

Mas, seja o que for, será. Meu filho é corajoso. Ama a vida, a liberdade e a salvação. E está disposto a seguir em frente. 

É claro que ele é mais corajoso do que todos nós, mas nem por isso vamos fugir da raia. Enquanto o sol bilhar, nós estaremos lutando juntos com ele nessa batalha. Estaremos com o coração nas mãos, mas não arrefeceremos, principalmente porque “até aqui nos abençoou o Senhor” e cremos que, de igual forma, Ele nos abençoará até o fim.

É com esse espírito que estamos fechando a conta deste ano. Viva a vida! Viva a liberdade! Viva a salvação! 

Que Deus nos abençoe!