sábado, fevereiro 20, 2010

História dos Resplandes: de Sobral, CE a Fernando Falcão, MA

A história da família Resplandes está ligada ao município de Sobral, Estado do Ceará, de onde partiram alguns migrantes, para se fixar no futuro município de Fernando Falcão, Estado do Maranhão. É nesse sentido que se encaminha a pesquisa genealógica que estamos desenvolvendo.
Pe. Isidoro Rodrigues Resplandes

O pesquisador Francisco Sadoc de Araújo em sua “Cronologia sobralense”, volume 1, Gráfica Editorial Cearense, 1974, pág. 85, registra que, na história de Sobral,CE, “em janeiro de 1730, o curato foi assumido pelo Pe. Isidoro Rodrigues Resplandes”.
Procurador Manoel da Costa Resplandes

Ainda na história de Sobral, o escritor Guilherme Studart Studart, em sua obra “Datas e factos para a história do Ceará”, publicada pelo Instituto do Ceará em 1973, registra à página 338, a presença naquela cidade do “Procurador Manoel da Costa Resplandes”.
Jacintha de Sousa Resplandes
Por último, Vicente Miranda em seu “Três séculos de caminhada”, Editora SM, 2001, pág. 240, registra que “... Francisco Machado de Brito, casou-se em 12 de fevereiro de 1863 com Maria Raimunda Ferreira Pontes, filha de Joaquim Ferreira Pontes e Jacintha de Sousa Resplandes, naturais de Sobral (liv. 4, fl. 148) ...”.
Nesse sentido, a pesquisa nos mostra uma presença bem antiga dos Resplandes na cidade de Sobral, Estado do Ceará. É de ver que nossas raízes mais recentes estão ligadas ao Jenipapo do Resplandes, atual município de Fernando Falcão, no Estado do Maranhão. Mas, pelo que consta, Manoel Resplandes, o fundador de Jenipapo seria um migrante vindo do Ceará.
O Jornal Pequeno, (http://www.jornalpequeno.com.br/2007/5/13/Pagina56055.htm), em sua edição eletrônica de 13 de maio de 2007, assim registra:
Maria Resplandes, de 77 anos, é uma das mais antigas representantes do clã em
Fernando Falcão. Ela disse ao JP que seu bisavô, João Resplandes, natural do
Ceará, foi um dos primeiros a chegar ao local em que hoje se situa o município,
estabelecendo uma rocinha. “Ele era galego do olho azul e se arranchou na casa
de um moreno, que tinha umas filhas moças. O moreno gostou dele e casou uma das moças com meu bisavô. Por isso, hoje a gente vê tanta gente morena de olho claro por aqui”, contou dona Maria
”.
É nesse sentido que se dá, também, o resgate feito pelo sítio da Rádio Eco’s Vida FM, 87.9 MHz, quando aborda a História de Fernando Falcão, registrando o seguinte:

Manoel Resplandes de Araújo, um jovem cearense, natural da “Serra Grande”,
visitou o lugar em 1831, quando procurava terras férteis para ocupar e expandir
o rebanho bovino de gado, um próspero fazendeiro que habitava no povoado
conhecido como Machado, município de Mirador. Em abril de 1832, Manoel iniciou a ocupação das terras em companhia de sua esposa Bernardina, trazendo um rebanho de aproximadamente 80 cabeças de gado bovino. Sua residência foi construída no Alto do Canção (na entrada que vai para Rancharia), um lugar arejado que seria capaz de evitar a febre amarela, “impaludismo”, que era muito comum nas áreas alagadas do Brejo Grande e do Varjão.
Inicialmente, o fundador do lugar chamou-o de Jenipapo, pois havia grandes florestas de jenipapeiros na maioria dos vales. Somente em 1835, quando Barra do Corda foi fundada, Manoel Resplandes conseguiu aforar as terras do lugar em seu nome. Na hora de registrar o aforamento em nome do Manoel Resplandes de Araújo, o escrivão propôs que o nome fosse Jenipapo dos Araújos, mas Manoel preferiu que fosse Jenipapo dos Resplandes, por haver morrido para o Ceará e resplandecido na nova terra que o Senhor lhe deu.
O rebanho de Manoel prosperou rapidamente, pois a terra era fértil, com várzeas cobertas de pastagens nobre como a milha e a gitirana, apropriadas para a engorda do gado, pelo que se afirma que a ocupação do lugar teve sua origem
pastoril.
Do casal pioneiro (Manoel e Bernardina), nasceram 10 filhos, sendo oito homens e duas mulheres, cujos nomes são os seguintes: João Resplandes (o primogênito), Manoel Resplandes Filho, Gregório Resplandes, Adelino Resplandes, Beato Resplandes, Bento Resplandes, Alexandre Resplandes, Suzana Resplandes e Amélia Resplandes.
Atualmente (em 2002), a seqüência genealogia de Manoel Resplandes já vive a sua
sexta geração, sendo que 80% da população da atual cidade de Fernando falcão têm algum grau de parentesco com o fundador do lugar.
A segunda família a fixar residência definitiva no lugar foi a dos “Barbalhos”, cujo chefe era Francisco Barbalho, a quem Manoel Resplandes cedeu a parte superior do Suturno, por volta de 1845.
A terceira família que se agregou a Manoel Resplandes foi a de José Francisco de Sousa, que em 1848 fixou residência na localidade conhecida como Canto do Bacuri, onde ainda existe um poste com o seu nome às margens do Rio Alpercata.
A quarta família foi a dos Cavalcante, cujo chefe era João Cândido Cavalcante, que habitou no Moxotó.
A quinta família migrante foi a do senhor Firmo Resplandes de Araújo, irmão do próprio fundador do lugar, o qual habitou nas margens do Riacho Suturno. Essas famílias migraram do sertão nordestino, mais precisamente do Ceará, fugindo dos horrores da seca que assolou a região. Mas a partir de 1888, com a libertação dos escravos, o processo de habitação foi acelerado e as fazendas se expandiram nas terras devolutas e inexploradas. Por muito tempo a atividade pastoril era a única fonte de renda segura, sendo a agricultura uma a simples atividade de subsistência. Nesse período os fazendeiros mais ricos recebiam patentes de capitão e de major, conferidas pelo próprio povo, de acordo com a grandeza do rebanho de seus possuidores. Entre os agraciados com esses títulos, destacam-se Estevão Ferreira (do povoado Leandro) que recebeu a patente de capitão; Fernando da Mumbuca que recebeu a mesma patente, e Ladislau (filho de José Francisco de Sousa), o único a receber a patente de major, visto que possuía cerca de 600 cabeças de gado.


O Maranhão seria, por assim dizer, um dos berços dos Resplandes. Antes, porém, a origem da família deve ser buscada no Ceará, sendo que as evidências nos encaminham mais precisamente para a cidade de Sobral.

7 comentários:

Bog do Web´s disse...

Boa tarde, me chamo Weberson Resplandes de Oliveira, sou natural de Araguaína do Tocantins, vi sua história e fiquei encantado, tive uma vó que morreu as 97 anos de idade, já ouvi falar muito desse João Resplandes, queria manter contato e falar mais sobre a história da nossa familia.
me mande um e-mail
webersonresplandes@hotmail.com

Anônimo disse...

Ola, boa noite, me chamo Mirsa Karla, tava lendo em seu blog, sobre a historia da familia Resplandes, fiquei muito feliz ao ler. Sou de Mangabeiras-Ma, tambem sou Resplandes, gostaria de saber mais, trocar ideias sobre.
Meu email é mirsakarla@hotmail.com

Raimundo Nonato Saldanha Araujo disse...

eu Raimundo Nonato Saldanha de Araujo,sou um Resplande sou filho de Domingas Saldanha da Gama irmã de Sebastiana Resplande,filhas de Ladislau Resplande,meu avô,sou sobrinho de Maria Resplande,que ia pra Marabá todos os anos comercializar produtos no mercado Municipal de Marabá levados de Carolina Ma,estive procurando minha a arvore geneólogica de minha familia por parte de mãe e agora que encontrei gostaria de ter contacto com alguem meu telefone é 22-25235827 ou 22-997988853,imail:saldanhaaraujo04@gmail.com se alguem da família ler este sasunto ou se alguem conhecer os resplandes passe meu imail,obrigado!

rafael araujo disse...

Me chamo Rafael BenHur (infelizmente n herdei o sobrenome) sou natural de Maraba no Pará e me encontro na msm situação de todos q comentaram meu pai se chama Reinaldo Resplandes de Araújo e sou mt afin de saber sobre os parentes dele e saber mais sobre a história do Resplandes meu contatos
whats - 6284717427
99benhur99@gmail.com
Face - Rafael Ben-Hur

Walterjeidy Resplandes disse...

Olá sou Valter Jackson Resplandes da Silva sou de Sebastiana Resplandes da Silva que é filha de Otávio Resplandes moramos muito tempo em marabá,minha já faleceu e moro agora em Redenção

Nice disse...

Saudações,

Me chamo Aldenice. Também faço pesquisas sobre a origem da família Resplandes, há indícios de descendência Judaica, me encantaria saber mais. Meu bisavô chamava-se Ângelo Resplandes, minha avó Celina Resplandes todos vindos de Jenipapo dos Resplandes, minha mãe Noêmia Resplandes é natural de Barra do Corda - Ma.
Meu contato: ni_cem@hotmail.com

Karla Cristina disse...

Oi meu nome é Karla Cristina Resplandes da costa , a minha vó veio do Maranhão, gostaria de saber mais sobre a família Resplandes, pois até hoje não encontrei nem Resplandes, só dá família dá minha vó