sexta-feira, outubro 22, 2010

Izaias em grafite


Desenho a lápis de meu aluno Rudheri, do 3º ano D da Escola Pe. César Albisetti.
Eu acho que ficou bem parecido. Rudheri é muito talentoso nas artes.
Obrigado pelo desenho.
Ele vai ficar gravado para sempre em minha lembrança.
Sempre que vê-lo vou me lembrar do tempo em que fui seu professor de Matemática e você, sem ter o que fazer, ficava fazendo a minha caricatura.

quarta-feira, outubro 13, 2010

Irmão Carrijo, um forte nas mãos de Deus

Izaias Resplandes de Sousa e Manoel Carrijo de Souza
em Cuiabá, MT, durante um encontro familiar.
Pelo que sinto prazer nas fraquezas, nas injúrias, nas necessidades, nas perseguições, nas angústias, por amor de Cristo. Porque, quando sou fraco, então, é que sou forte. 2 Coríntios 12:10

Manoel Carrijo de Souza. O irmão Carrijo nasceu em 15 de setembro de 1928, na corruptela de Pouso Alto, município de Torixoréu, MT. Casado com dona Luzia Laurinda de Souza, há 27 anos vivendo em Cuiabá, teve cinco filhos: Adelson, Geralda, Sebastião, Antônio Carlos e Jorge, os quais lhe deram 12 netos e 3 bisnetos. Era o decano da família Carrijo, seu representante mais idoso, tendo parentes espalhados pelo Mato Grosso e Goiás, principalmente em Torixoréu (MT), Barra do Garças (MT), Cuiabá (MT) e em Mineiros (GO). Faleceu, neste 12 de outubro de 2010, às 11:30 h, em Cuiabá, MT, aos 82 anos de idade. Seu funeral foi acompanhado por familiares, amigos e pelos seus irmãos de fé das Igrejas Neotestamentárias da região. Na saída para o cemitério Parque de Cuiabá, onde foi sepultado, a Neo de Cuiabá realizou um culto fúnebre, o qual foi dirigido pelo Pr. Ivon Silva. Além dos lindos hinos cantados pelos irmãos, o Pr. Odenil Miranda trouxe uma breve mensagem baseada em 1 Co 15:12-28 e Fp 3:20-21. Na oração final, Izaias Resplandes agradeceu a Deus pela vida exemplar de Irmão Carrijo, pedindo a Deus que não apague de nossos corações as lembranças e os bons exemplos da fé deste irmão. Pediu o consolo para os familiares.

Tio Manoel. Era assim que nos tratávamos. Eu sempre tive grande prazer de estar ao seu lado e de conversar com ele. Enquanto ainda podia viajar, ele sempre se fez presente em minha casa em Poxoréu. Seu tema preferido em nossas conversas era a vida cristã. Para o tio, não havia nada mais importante do que estar com Cristo (Fp 1:23), viver sob a paz de Jesus (Fp 1:21), fazer parte da família de Deus (Ef 2:19).
Certamente, ele foi um grande exemplo para a sua família. Tio Manoel era um homem de uma fé extraordinária. Ser cristão em um mundo que jaz sob o maligno (1 Jo 5:19) não é tarefa fácil. Aliás, alcançar o reino dos céus é uma missão que exige empenho e muita força de vontade. “Desde os dias de João Batista até agora, o reino dos céus é tomado por esforço, e os que se esforçam se apoderam dele” (Mt 11:12).
Certa vez um homem perguntou a Jesus se muitas pessoas seriam salvas, ao que ele respondeu: Esforçai-vos por entrar pela porta estreita, pois eu vos digo que muitos procurarão entrar e não poderão (Lc 13:24).
Irmão Carrijo era um esforçado. Tinha muitas dificuldades para conhecer as profundidades da Palavra de Deus, mas nunca foi um desanimado. Certamente, a Palavra de Deus dirigida aos seus discípulos serviram de grande incentivo para que ele continuasse firme na jornada espiritual. Quando Jesus dizia: “Estas coisas vos tenho dito para que tenhais paz em mim. No mundo, passais por aflições; mas tende bom ânimo; eu venci o mundo” (Jo 16:33), eu acredito que o Tio Manoel escutava essas palavras como se fossem ditas especialmente para ele.
Todos os que conviveram com ele nos últimos anos sabem de sua surdez. Ele lutava com os aparelhos de surdez, reclamava da deficiência dos mesmos. Ele tinha muito prazer quando conseguia ouvir a esplanação da Palavra de Deus. Mas tinha dificuldades para ouvir. Isso, sim era algo que tirava o seu sossego. Certa vez ele me falou com grande alegria que os irmãos da Neo de Cuiabá colocavam a caixa de som bem pertinho dele. Assim, ele podia ouvir a mensagem. Com certeza, para o Irmão Carrijo, a Palavra de Deus era uma lâmpada que iluminava os seus caminhos (Sl 119:105).
A fé é a certeza das coisas que se esperam, a convicção de fatos que não se vêem (Hb 11:1). O tio Manoel vivia pela fé. Muitos de nós podem se fortalecer pelo conhecimento das profundidades da Palavra de Deus. Pessalmente, sou muito mais um racionalista do que um homem de fé. A minha lógica e o meu raciocínio fortalecem as minhas convicções. A minha fé não é cega. Sou um homem de pouca fé. Mas, quero dizer que a pouca fé que tenho é suficiente para que eu possa ouvir junto com o apóstolo Paulo o que o Senhor lhe disse certa vez: “A minha graça te basta, porque o poder se aperfeiçoa na fraqueza” (2 Co 12:9).
Mas o tio Manoel era diferente. A sua fé era imensa. Ele não tinha dúvida alguma. Ele sabia que o Caminho para o céu era Jesus. E assim, ele recebeu a Jesus em seu coração POR INTEIRO. E as Palavras do Mestre eram para ele tão doces quanto os favos de mel. Elas enchiam seu coração de esperança. Faziam com que ele ansiasse pela Pátria Celestial. Há muito tempo que ele tinha o desejo de estar com Cristo, mas resignava-se com a vida difícil em uma cadeira de rodas, limitado praticamente a viver em casa. Ele entendia que estava passando uma mensagem para os que viviam em seu entorno. Uma mensagem de que valia a pena ser crente, valia a pena ter fé em Deus e entregar-se nas mãos do Criador.
Entrega o teu caminho ao SENHOR, confia nele, e o mais ele fará (Sl 37:5).
O tio Manoel foi amado por Deus, por seus familiares e pela família cristã. Pela graça de Deus, ele encontrou uma esposa em seu caminho. Diz a Bíblia que “o que acha uma esposa acha o bem e alcançou a benevolência do SENHOR” (Pv 18:22). Tia Luzia soube ser uma excelente esposa durante toda sua vida. Além dos filhos dedicados, ela deu ao tio muito amor e carinho, cuidando dele em suas enfermidades e estando presente em seus momentos de alegria. Ela cumpriu com perfeição os seus votos de ser fiel “na saúde e na doença, na alegria e na tristeza, na riqueza e na pobreza”. Que lindo exemplo de família nós tivemos em Tio Manoel e Tia Luzia.
O missionário Isaías da Silva Almeida, Coordenador da União Missionária Neotestamentária do Brasil escreveu sobre o nosso irmão por ocasião de octogésimo aniversário: “Eu batizei o irmão Carrijo em Poxoréu, após uma forte chuva e o rio esta cheio. Ele ficou muito nervoso e não sei se era por causa da forte correnteza do rio ou pelo fato de ser batizado. Fico feliz de ver um irmão com grande disposição de assistir todos os cultos ali em Cuiabá. Que possamos chegar a essa idade e ser homenageado como o Irmão Carrijo”.
Esse foi o nosso irmão Carrijo, o nosso tio, o nosso amigo Manoel. Ele agora está com Deus e ouve magnificamente o canto dos anjos, assim como ouviu o bem-vindo de Nosso Senhor: Muito bem, servo bom e fiel; foste fiel no pouco, sobre o muito te colocarei; entra no gozo do teu senhor (Mt 25:23).
A glória de Deus é a glória de fato. É um lugar de perfeição. Ali não entra tem dor e nem sofrimento. Diz o Senhor Jesus que quando chegarmos ali, serão enxugadas de nossos olhos toda lágrima, e a morte já não existirá, já não haverá luto, nem pranto, nem dor, porque as primeiras coisas passaram (Ap 21:4).
Na glória de Deus nós temos as moradas celestiais que Jesus foi preparar. Assim está escrito em Jo 14:1-3: Não se turbe o vosso coração; credes em Deus, crede também em mim. Na casa de meu Pai há muitas moradas. Se assim não fora, eu vo-lo teria dito. Pois vou preparar-vos lugar. E, quando eu for e vos preparar lugar, voltarei e vos receberei para mim mesmo, para que, onde eu estou, estejais vós também.
É para lá que o tio foi. E é para lá que nós também iremos em breve. Então acontecerá em nosso encontro uma grande festa. Será a festa do encontro de todos nós com o Senhor da Vida.
Que Jesus console cada coração. Que derrame a sua paz sobre todos e renove as nossas esperanças de que estamos no Caminho certo, e que “não há salvação em nenhum outro; porque abaixo do céu não existe nenhum outro nome, dado entre os homens, pelo qual importa que sejamos salvos” (At 4:12).
Paz seja com os irmãos e amor com fé, da parte de Deus Pai e do Senhor Jesus Cristo. A graça seja com todos os que amam sinceramente a nosso Senhor Jesus Cristo. (Ef 6:23-24)

domingo, outubro 03, 2010

Ilha do Coité: Uma opção de Lazer em Poxoréu.

Encontro das águas. O Rio Coité, de águas limpas se encontra com o Poxoreuzinho, de águas turvas. Daqui para frente a corrente d'água passa a se chamar RIO POXORÉU

A Ilha do Coité é um local excepcional para se organizar um Balneário. Poderia se fazer pontes suspensas em cabos de aço para pedestres atravessarem para a Ilha, onde se poderia limpar a praia, fazer quiosques, montar banheiros móveis e outros equipamentos como quadras de areia para a juventude se divertir. Com pouco investimento se teria um excelente ponto turístico, que poderia render dividendos para o Município de Poxoréu (pelo menos seria algum trabalho para quem não tem). E também seria mais um atrativo organizado para o turismo poxoreano.











No último sábado, 02/10/2010, a Equipe Pe. César se abalou para o Rio Coité. Gente, é pertinho de Poxoréu. Passou a ponte dos Santos, primeira entrada à esquerda, estrada da pedreira, estrada de chão, mas agora que as chuvas chegaram, nem poeira tem. A estrada está uma beleza. Dá para rodar tranquilo nos 60 km/h (velocidade máxima permitida para as estradas de chão). Poucos minutos de rodagem e ei-lo que surge. Magnífico! Lindo! Refrescante!


O lugar é lindo. Nem precisa de trampolim.














A turma usa a ponte para saltar no Rio. A meninada se diverte. Salto Mortal. De Ponta. De pé. Eles pulam de todo jeito.










Agora, a nossa companheira do Pe. Cesar, a Profª Jeniffer Battemarque... Essa andou para lá e para cá em cima dessa ponte, mas não teve coragem de saltar. Ela canta muito bem: “Campeão! Vencedor”. Mas, na hora de saltar da ponte, “amarelou”. Eu não amarelei. Subi em cima da ponte, achei muito alto, desci para os pilares. Ainda estava um pouco alto. Desci um pouco mais e quando achei que estava no limite dos meus 52 anos, dei uma bela “de ponta”. Que delícia! Que coragem! Espetacular.

Já o Sylvian da Tatuagem e o Prof. Antenor “Madruga” Alves Ferreira mostraram que ainda estão em forma. Subiram na ponte. Exibiram as musculaturas e pularam, pularam, pularam. O prof. Tonho (Antônio Carlos Messias Pereira) também se exibiu muito bem nos saltos. E para completar a sessão de saltos, eis que surge um campeão: Prof. Gaudêncio Amorim, do alto dos seus “SESSENTAS” QUILOS, não titubeou. Pelo contrário, demonstrou muita coragem e saltou.

O salto do Gaudêncio animou a turma. Formou uma onda espetacular que levou os banhistas que estavam mais abaixo numa ola legal. Quem não viu perdeu, porque aqui não é como na Globo. Não tem “Vale a Pena Ver de Novo”. Mas deu inspiração.







O Prof. Tonho ficou inspirado para dizer que o upenino Izaias iria escrever uma poesia sobre o Salto do Gaudêncio. Então... para não passar vergonha, brinquei um pouco com as palavras e escrevi algumas estrofes sobre o caso.

O salto do Gaudêncio




(Por Izaias Resplandes)

Que salto deu o Gaudêncio,
Da ponte do Rio Coité.
Ele nem pestanejou
Pulou e caiu de pé.
Á água se levantou
Fez uma ola legal
E a turma toda gritou:
De novo! Sensacional!

A reprise veio em dupla,
Com Gaudêncio e Clara Lúcia:
Sessentas e mais sessentas,
Foi uma grande massúscia.
O rio quase ficou seco,
No local da aterrissagem,
Com água por todo lado
Modificando a paisagem.

E a galera de baixo
Assistindo com atenção,
Aproveitando a onda
Fez uma nova ovação:
Ôôôôôô...baaaaaa...
De novo! De novo!
O Gaudêncio vai saltar,
Aproveeeita, meu povo!

Aproveita que é maravilhoso!
A Ilha do Coité,
É um lugar muito gostoso,
Dá até pra ir a pé.
Se lá você quiser ir,
Passar um fim de semana.
Vale a pena conferir.
É um lugar muito bacana!