domingo, outubro 11, 2009

Rees visita a terra natal

Na foto: Pedro Pernambuco, João Batistão Barbosa, Izaias Resplandes, Esther, Peter Jr. e Peter Rees, Maria de Lourdes Resplandes e Maria do Socorro Feitosa Batistão
* Izaias Resplandes

Acompanhado de seu filho Peter Daniel Rees Júnior e da nora Esther Yamamoto Rees, o poxoreano Peter Daniel Rees, que atualmente reside no Rio de Janeiro, retornou a Poxoréu, sua cidade natal, para reabastecer as baterias, neste 11 de outubro de 2009.

Peter Rees nasceu aqui, em 1943, sendo filho do casal de missionários neotestamentários John e Margarida Rees, ele popularmente conhecido como João Reis, que foi o fundador da primeira Igreja Evangélica de Poxoréu, a Igreja Neotestamentária, posteriormente encampada pela Igreja Presbiteriana do Brasil. Esse missionário chegou à região na década de trinta e aqui viveu até 1949, tendo pregado o Evangelho nessa cidade, aos índios boróros de Jarudore e também em Rondonópolis, Distrito de Poxoréu, à época. O upenino Jurandir da Cruz Xavier conta que, quando menino, andou em companhia de seu João, em suas peregrinações pelo Município e fala muito bem do saudoso missionário, que, diga-se de passagem, seria merecedor de uma homenagem nessa cidade, pelo esforço aqui desenvolvido na propagação do evangelho de Cristo e no desenvolvimento da região.

Rees tem poucas lembranças de sua infância nesta cidade, mas não perdeu a sua ligação umbilical com ela. Bebeu de sua deliciosa água e voltou como determina a tradição. Está em processo de aposentadoria e colocou em seus planos a possibilidade de viver a velhice nessa terra que o viu nascer.

Após o almoço na casa da matriarca dos Resplandes, Dona Maria, onde deliciou um arroz branco, acompanhado de jiripoca ao molho, pequi e gueiroba (que eu, como filho da cozinheira posso dizer que é prato de primeira), nós levamos o carioca poxorense para um tour pela cidade.
Passeamos pelas ruas do Centro Histórico, que praticamente era a cidade de seu tempo, apesar de seu Pedro Pernambuco dizer que em 1949 a cidade já chegava à ponte do Areia.

Ali ele pode apreciar a arquitetura antiga das casas de sua cidade, várias delas ainda datadas de origem: 1958, 1961, 1962. Também esteve na Vila Santa Terezinha, ao Estádio Diamante Verde e ao sopé do majestoso Morro da Mesa (do qual disse se lembrar bem).

No Centro Histórico teve um encontro com o upenino Kautuzum Araújo Coutinho e com o casal João Batista de Araújo Barbosa (filho de seu Quidim – José Euclides Araújo Barbosa) e Maria do Socorro Feitosa (filha de seu Bionor Fernandes Feitosa).
Também visitou a Barragem da Usina, as obras da nova ponte sobre o Rio Poxoréu (na saída para os Currais) e o Balneário Lagoa (que, infelizmente, escondera o seu encanto na vazante; estava sem água). Por último foi ao Acampamento Rio dos Crentes, onde se banhou nas refrescantes e cristalinas águas do Rio Areia. Aliás, todos banhamos, porque com o calor que estava, não dava para resistir àquelas águas convidativas. E ali terminou o passeio.

Ao cair da tarde, os visitantes tiveram que voltar a Rondonópolis, pois o jovem Peter Rees Júnior tem trabalho no Banco do Brasil, na terça, em Campo Grande, MS. Aliás, me disse ele que até a bem pouco trabalhava sob a chefia do Antônio Nival, que também retornou a Poxoréu após se aposentar.

Então é isso. Peter Daniel Rees, filho de Poxoréu, testemunha viva dos primeiros anos dessa cidade voltou para ver sua terra e deseja voltar outras vezes, para reconhecer os caminhos percorridos por seu pai, de saudosa memória. Não se decepcionou com o que viu, principalmente com os atrativos naturais. De recordação, além das fotos, levou ao Rio de Janeiro um exemplar da Antologia Poética Upenina, onde há o meu “Recado de Poxoréo”, para ajudá-lo a não romper com suas ligações com esta “terra tão bairrista”, mas também “tão brilhante”, ao ponto de ser comparada pelo poeta e cantor Aurélio Miranda como “uma estrela caída do céu”.

Para fechar o relato, agradeço ao visitante ilustre, dizendo-lhe: A cidade é sua, Rees. Aqui você sempre será bem-vindo. Volte quando sentir saudades. Teremos grande prazer em desfrutar de sua companhia, de suas histórias, de seu entusiasmo e de sua alegria.

Siga em paz, ande pelos caminhos da luz e que Deus esteja contigo.

2 comentários:

patricia disse...

Gostei muito da descritiva e narração, mas o que gostei mesmo foi de ver as paisagens da cidade de meu pai, por outras lentes, que não as dele!!
Sempre o ouvia falar de sua terra com muito carinho e hoje entendi porquê... As paisagens, o calor, as comidas maravilhosas e principalmente, o carinho das pessoas desta terra aí de meu pai, me fizeram desejar conhecer, parte de minha origem.
Obrigada por tudo e até breve, quando o Senhor permitir, de eu conhecer esta terra MARAVILHOSA !

Prof. Izaias Resplandes disse...

Patrícia... Você também é bem-vinda. Venha quando quiser. Venha com tempo. Há muita coisa bonita que vale a pena ser vista por aqui.
Até qualquer dia.