De Volta ao Lar: A Saga da Fênix Galáctica e a Mojica da Gratidão
Izaias Resplandes
Voltei. Voltamos. Lourdes e eu estamos, finalmente, de volta ao aconchego da Casa do Lago. Desde o início de março, Goiânia foi o nosso pouso forçado, onde tratamos do conserto do nosso carro, a Fênix Galáctica — minha S-10 Bigodão. Após o acidente de trânsito em janeiro, foram três meses de parada, numa espera paciente por peças e pela funilaria. A lata ficou impecável, mas a mecânica nos reservava surpresas.
A correia do alternador, já em Goiânia, deu sinais de fadiga. O mecânico garantiu que eram as polias as responsáveis e trocamos tudo. Pegamos a estrada confiantes. Oitenta quilômetros depois, chegando em Inhumas, a correia se entregou novamente. Novo diagnóstico: o problema era o tensor. Troca feita, volta à estrada. E eis que, em Barra do Garças, a correia, teimosa, clama por atenção outra vez.
Foi quando a providência nos colocou diante do Vitor, da Auto Elétrica Vitor. Esse rapaz, com um cuidado que os outros não tiveram, verificou o nivelamento das polias e descobriu o verdadeiro vilão: um desalinhamento no compressor do ar-condicionado que também usa a mesma correia e estava jogando-a para fora. Mas era Semana Santa, o comércio fechava e ele não mexia com ar-condicionado. Vitor, então, com uma solução criativa e prática, "afinou" a correia tirando dois trilhos dela. Testou, garantiu que aguentaria e nós seguimos. Chegamos em casa sem nenhum problema extraordinário. Rapaz bom de serviço!
Mas não posso deixar de registrar a mão amiga do meu primo Edivaldo Resende. Foi ele quem me indicou o Vitor e nos deu todo o suporte em Barra do Garças, levando-nos e buscando-nos na casa do tio Carlinhos, onde jantamos e pernoitamos. Na casa do Tio Carlinhos e da Tia Eva — nossos festeiros do décimo sétimo Encontro Tuniquinho, que acontecerá em outubro — fomos acolhidos com um carinho ímpar. Além dos donos da casa, fomos abraçados pela Tia Agda e Tio Sidney, pelo Edivaldo Resende e sua esposa Raquel. Tia Eva preparou uma mojica de pintado que estava divina. E a prosa... Ah, a prosa foi nota dez! Conversamos até depois das dez da noite, e eu, depois que o pessoal se foi, ainda estiquei o papo com o Tio Carlinhos por mais uma hora. Passava das onze quando fomos dormir.
A quinta-feira me viu de pé antes das cinco da manhã. Tentei minha caminhada habitual, mas o portão estava trancado e não quis acordar ninguém. Fiquei na varanda, colocando a conversa virtual em dia, até que Tia Eva preparou um delicioso café da manhã com frutas, bolo de queijo, pãozinho e outras gostosuras. Não faltou o café forte, claro, mas esse ficou para os outros, porque eu não bebo.
O fim de semana promete movimento. Meus tos vão para o Pé da Serra para se reunir com a Tia Leide e o Tio Osvaldo. Tia Agda me chamou, e confesso que fiquei com vontade, mas a saudade de casa não permitiu alterar a programação. Quem sabe em julho!
E agora, estou aqui outra vez, caminhando ao redor da Casa do Lago desde às cinco da manhã. Que coisa boa para começar o dia! Na cozinha, Lourdes já se movimenta culinariamente. Ontem, desde que chegamos, foi faxina pesada. Limpamos tudo, ela por dentro e eu por fora, terminando já com a noite fechada. Dormimos o sono dos justos.
Que maravilha é estar em casa outra vez! Como sempre digo: o mundo de longe é bonito de ver, mas a nossa casa é para viver! De volta ao lar, com muito prazer.
A alegria se completa com a notícia de que vamos receber uma pessoa muito querida hoje. Nosso filho Ricardo, que ontem nos recebeu com um almoço feito por ele com todo carinho, me contou que a Mariza está vindo passar o final de semana conosco. Além disso, esperamos um grupo de irmãos da igreja para um mutirão de reformas na igreja de Poxoréu e no Acampamento Rio dos Crentes. O final de semana será movimentado, e nós amamos esse movimento que traz vida e alegria para nossa morada.
Agradeço a todas as pessoas que nos acompanharam na viagem com suas orações e mensagens de apoio. Graças a Deus, tudo deu certo. Os contratempos fazem parte da vida e, no nosso caso, aconteceram em lugares onde puderam ser resolvidos. Não há o que lamentar, apenas agradecer. Temos recebido bênção sobre bênção. Gratidão!
Casa do Lago, Poxoréu, 3 de abril de 2026.


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