segunda-feira, março 09, 2026

O Direito de se inventar

 

O Direito de se Inventar: Além da Trincheira do Pão

Izaias Resplandes

Ouvi, recentemente, que celebrar a "vontade de ser" no dia 08 de março seria o mesmo que transformar uma trincheira histórica em um divã subjetivo. Que o pão deveria vir antes do querer. Respeito a crítica, pois conheço o peso do estômago vazio, mas discordo da conclusão. Afinal, de que serve o pão se a alma continuar encarcerada em um figurino que ela não escolheu?

A luta pela sobrevivência e a luta pela identidade não são filas separadas; são a mesma marcha. O sistema que explora o corpo-trabalho é o mesmo que tenta padronizar o corpo-espírito. Quando eu defendo que "ser mulher é ser o que se quer", ou que cada um deve ser o arquiteto do seu próprio destino, não estou ignorando a estrutura social — estou atacando a base dela: a ideia de que somos gado, marcados no nascimento pelo ferro da biologia ou da classe social.

Não basta que o operário tenha o pão; é preciso que ele tenha o direito de decidir se quer continuar sendo operário. Não basta que a mulher tenha direitos trabalhistas; é preciso que ela tenha a soberania sobre sua própria essência. A verdadeira revolução acontece quando o indivíduo percebe que a "genética política" é uma mentira contada para nos manter quietos no lugar onde nascemos.

Eu participo da luta coletiva sendo, visceralmente, um indivíduo. Acredito que um povo forte é feito de pessoas que se recusam a ser "sobras" do sistema. A minha escrita é um convite para que cada um se perceba dentro da coletividade, mas sem se dissolver nela. Se o Mestre multiplicou pães, foi para que os homens tivessem força para caminhar por conta própria.

A paz da aceitação é o túmulo da alma. Eu prefiro a guerra da transformação. Desejo um mundo onde todos tenham o que comer, sim, mas desejo ainda mais um mundo onde todos tenham a liberdade de se inventar. Pois, ao fim do dia, a maior riqueza que um ser humano pode possuir não é o que ele tem no bolso, mas a coragem de dizer: "Eu sou quem eu decidi ser".

Jardim Marselha, 09/03/2026

A alquimia das sobras

 



O Alquimista das Sobras


Por Izaias Resplandes


Dizem que o destino é escrito nas estrelas ou nos genes, mas eu aprendi, ainda menino, que o destino se escreve é na beirada do prato. Naqueles tempos, a fome não era uma estatística de jornal; era um buraco físico que a gente tentava tapar com o que chamávamos de "égua atolada" — o resto do almoço guardado para o lanche, defendido com unhas e dentes. Quem nunca teve que brigar pela própria "égua atolada" talvez não entenda que a dignidade começa na manutenção do que resta.

Muitos olham para o 08 de março ou para qualquer outra data de luta e enxergam apenas as grandes estruturas, os sindicatos, as massas. Eu, no entanto, enxergo as fomes. A fome do estômago, que me ensinou a não desperdiçar um único grão, e a fome do saber, que me fez perceber que a vida é uma construção de vontade.

Jesus, o maior dos transformadores, não desprezou os pedaços. Mandou recolher o que sobrou da multiplicação para que nada se perdesse. Há uma santidade no "não desperdiçar". Quando economizamos o que consumimos, abrimos espaço para que o outro, aquele que ainda vive o tempo da escassez, possa também se sentar à mesa. O mercado pode ditar os preços, mas somos nós que ditamos o valor do que sobra.

Eu não creio em sentenças genéticas. Não creio que o filho do pobre deva ser pobre, ou que o nascido macho ou fêmea deva carregar as correntes de uma identidade imposta pelo mundo. Se o meu nascimento foi uma escolha de meus pais, minha vida é uma escolha minha. Sou um defensor do livre-arbítrio, desse tribunal íntimo onde cada um de nós decide se vai aceitar o figurino ou se vai costurar a própria roupa.

A luta é coletiva, sim, mas ela é travada por indivíduos que decidiram não ser mais os mesmos. Os pobres, como disse o Mestre, sempre estarão conosco — mas não precisam ser as mesmas pessoas. A transformação é a porta de saída.

Hoje, não guardo mais restos por necessidade de sobrevivência, mas por dever de consciência. Olho para o passado e vejo que a "égua atolada" foi minha primeira lição de economia e resistência. E olho para o futuro sabendo que, enquanto houver um ser humano lutando para ser quem deseja, a multiplicação dos pães — e das almas — continuará acontecendo.

Goiânia, 09/03/2026

quarta-feira, março 04, 2026

O Ensaio da Vida

 


O Ensaio da Vida Por Izaias Resplandes A vida começa bem cedo. Às vezes, ainda sob o brilho das últimas estrelas da manhã. Antes que o sol nascente desponte no horizonte. O tempo passa tão rápido. Só há 24 horas no dia. Basta uma respiração mais forte e tudo passa. Não há tempo para desculpas e justificativas de por que não posso, pois na verdade eu posso. A vida foi feita para mim e eu quero. Sentirei todos os seus aromas, do amanhecer ao anoitecer. Como é doce o perfume da vida! E olha a lua! Ela ainda está no céu, redonda e majestosa. Ficou esperando a minha volta por aqui para apreciar a sua beleza. Linda, lua! Você está maravilhosa! Talvez na minha próxima volta eu já não te veja hoje. Leve a minha saudade com você. Um casal passa correndo por mim em sentido contrário na pista de caminhada. Além dos muros do Marselha, ouço sirenes. A vida de alguém está em risco, correm atrás para salvá-la. A vida é sempre muito preciosa. É melhor aproveitarmos tudo o que podemos antes das sirenes. Talvez depois delas, já não seja tão agradável. O desespero do fim é o indício de uma jornada insatisfatória. Quando se caminha com alegria, olhando a beleza de cada dia, sentindo no rosto o cheiro de cada flor que desabrocha, o fim é um momento feliz. É hora de dizer que tudo valeu a pena e que estamos prontos para a eternidade. A vida planetária é um ensaio para a vida celestial. Como o céu está pintado com belas imagens, coloridas com tons solares avermelhados e as variações acinzentadas das nuvens! O dia raiou de vez. Um avião cruza o céu do Marselha. O barulho dos seus motores some no horizonte. É hora de acordar. Aqui, muita gente já acordou, como eu. Alguns caminham, alguns correm, outros partem para o trabalho. Daqui a pouco, uma nova face do dia se descortinará. E quero estar aqui para apreciar esse novo espetáculo. Bom dia!

Jardim Marselha, 04 de março de 2026

domingo, março 01, 2026

Flores de Março

 



Flores de Março

Por Daniel Pardal Bigodão

Primeiro de março de 2026, primeiro domingo do mês. Manhã de sol. Esmeralda e eu estamos aproveitando para fazer uma boa caminhada antes de partir. Caminhamos em torno de nossa casa, nossa pista preferida. Antes de tudo, fotografei as primeiras flores que desabrocharam em março aqui na Casa do Lago. Lindas! Todas se vestiram o melhor que puderam para a pose. Estavam belíssimas. As flores de meus sonhos, de meus versos, contos e canções. Enchi os olhos e a memória para não perder esse encanto durante este mês em que estarei fora. É claro que sentirei saudades de todas. E então, olharei as fotos e elas resplandecerão para mim com toda a plenitude. E eu suportarei a distância e aliviarei a saudade.

Ontem eu também fui ver o pôr do sol mais uma vez. Que magnífico! Raios intensos iluminaram meus olhos encantados com aquela beleza divina. Fiz a foto do momento. Esplêndida! Para mim, cada foto é única, porque os momentos vividos também são únicos e não se repetem. Cada vez que fotografo, capturo um segundo daquele instante que estou vendo e o guardo comigo para sempre em minha memória. Ao rever as fotos, revejo aquelas lembranças. E assim, tudo continua vivo: o sol, a lua, as estrelas, as flores, as pessoas... Tudo continua vivo. E por isso, as flores! Por isso sempre falo das flores, dos rios, das águas, das paisagens que vejo.

E a água da mina continua brotando da terra, embaixo da grande laje de pedra, e correndo alegre e cantarolante para a Casa do Lago. Adoro essa música que Deus compõe para nós ouvirmos. É linda!

E os passarinhos! Ah, os pássaros nunca deixaram de cantar parabéns para nós, ainda que nem sempre paremos para ouvi-los. Nesta manhã, ouvi até uma sinfonia de minhas galinhas cantando juntas com o Dom Galo.

E assim, março chega com tudo, com força total. À noite vou à igreja me reunir à minha comunidade e adorar nosso Senhor e Salvador por tudo o que fez e faz por nós. Amém!

Casa do Lago, 01/03/2026

domingo, fevereiro 22, 2026

Páginas de Revista

 


*Páginas de Revista* 

Izaías Resplandes 

A vida, essa dançarina apressada, não pede licença para girar. Mal nos damos conta e a Terra já completou sua volta em torno do próprio eixo, enquanto nós, passageiros muitas vezes distraídos, tentamos equilibrar o café e a existência. Alguns dizem que o mundo gira; outros, mais céticos, ainda duvidam. Mas, como dizia o velho mestre na escola, o conhecimento exige prontidão. E quem não está pronto, acaba perdendo o espetáculo da translação.

Sentado aqui na Casa do Lago, observo as nove edições da revista do IHG de Poxoréu. São mais que revistas; são troféus de papel e tinta. Outro dia, meu neto Arthur, com aquela sabedoria que só a infância permite, deu o veredito sobre as peraltices que a avó tentava corrigir. Olhou para ela e, com a seriedade de um acadêmico, sentenciou:

— Vovó, não estou fazendo apenas arte. Estou fazendo uma "obra de arte".

Ri sozinho. E não é que o pequeno tem razão? Quando escrevemos, quando registramos a história de nossa gente nessas 106 páginas coloridas, estamos moldando telas que resistem ao tempo. A realidade lá fora corre em alta velocidade, mas aqui, entre um parágrafo e outro, a cena se desenvolve em câmera lenta. As palavras são pacientes: elas esperam pelo leitor, aguardam o olhar que lhes dará vida nova.

Mas para quem escrevo? Se você me lê, já sabe a resposta. Se não me lê, de que adiantaria eu explicar? É o paradoxo do escritor. Lembrei-me de Sócrates, aquele sábio que, por ironia do destino, não deixou uma linha escrita. Ele achava que o texto era estático, uma memória preguiçosa que não sabia se defender. Preferia o olho no olho, o diálogo vivo. Machado de Assis, em suas crônicas, certamente teria uma tirada irônica sobre isso, talvez dizendo que Sócrates nos poupou de seus rascunhos, mas nos condenou a interpretar o que os outros disseram que ele disse.

Eu, porém, escolhi o caminho oposto. Aprendi o valor do registro com meu primeiro professor, meu pai Marcelino Argemiro. Diferente do mestre grego, eu escrevo. Escrevo para que a saudade tenha onde morar. Como na última edição, onde falei de mamãe, Maria Resplandes. No dia 18 de outubro de 2025, o Rio dos Crentes testemunhou uma despedida que Poxoréu não esquecerá. Se eu não tivesse escrito, o tempo, esse devorador de instantes, levaria o brilho daquela emoção.

— Mas Izaias, por que gastar tanto tempo com revisões e releituras? — alguém poderia perguntar.

— Para ver se escrevi certo — responderia eu. — Porque não escrevo para mim. Escrevo para você, com todo o amor que cabe num tintero.

Como diz Leci, com sua suavidade característica: "ensina a quem pensa que sabe de tudo". Missão hercúlea! Melhor é ser como o eterno aprendiz, que folheia a revista do IHG e descobre que cada foto, cada crônica, é um convite para reviver o que a pressa do mundo tentou apagar.

A vida passa depressa demais, é verdade. Mas nas letras, a gente faz o tempo parar só para tomar um fôlego e dizer: "Que coisa linda é a nossa história!".

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Izaias Resplandes é

Advogado, Professor, Escritor, membro do IHG de Poxoréu e da UPE - União Poxorense de Escritores.

O IHG de Poxoréu e a missão da memória




*O IHG de Poxoréu e a Missão da Memória* : Entre a Identidade e o Pertencimento

Por Izaias Resplandes

Na noite de 20 de fevereiro de 2026, as dependências do emblemático Diamante Clube de Poxoréu foram palco de uma assembleia geral decisiva para o Instituto Histórico e Geográfico (IHG) de nossa cidade. Sob a condução do Professor Agnaldo Luz, dedicamo-nos ao planejamento das ações para o ano corrente, revisitando o alicerce de nossas realizações passadas como bússola para os desafios futuros.
Entretanto, um tema transversal dominou os debates: a aparente distância entre a instituição e a massa populacional. Emergiu, entre as falas, uma preocupação genuína com o baixo interesse da cidade pelas atividades do IHG, acompanhada da percepção de que a entidade estaria "elitizada" e apartada da periferia social. Como observador e membro desta casa, sinto-me impelido a propor uma reflexão sobre a natureza de nossas instituições e a realidade do convívio social.

A Natureza do Convívio e a Vocação Institucional

É fato que a socialização é intrínseca à condição humana. Como bem lecionava Aristóteles, o homem é um animal político e social, incapaz de plenitude fora da pólis. Contudo, essa natureza social não implica uma homogeneidade absoluta de interesses ou espaços. Vivemos em uma sociedade segmentada por afinidades, aptidões e, inevitavelmente, por classes.
É preciso desmistificar a ideia de que o IHG possui uma dívida de entretenimento com a cidade. Nossa missão precípua é o resgate, o registro e a preservação da memória cultural, histórica e geográfica de Poxoréu. Não somos, por definição, promotores de espetáculos ou produtores de lazer de massa. Para tais fins, existem organizações e espaços vocacionados ao show e à diversão popular.
O fato de o IHG não promover festas de rua não torna sua missão menos nobre. Pelo contrário: a manutenção do lastro histórico de um povo é o que garante que as futuras gerações saibam quem são, independentemente de frequentarem ou não as reuniões de planejamento da entidade.

O Diamante Clube e o Sentimento de Pertencimento

O Diamante Clube, historicamente, consolidou-se como um espaço ocupado por segmentos específicos da sociedade local, funcionando sob a lógica de associação e regras disciplinares. Essa característica não é uma exclusividade poxorense; é o modelo de clubes sociais em todo o mundo. Nem todos se sentem confortáveis em ambientes fechados e regrados, assim como nem todos possuem inclinação para o rigor de um instituto histórico ou para a lírica de uma união de escritores.
O "não pertencer" a um espaço não é necessariamente um erro da instituição, mas um reflexo das escolhas e afinidades individuais. Assim como o bloco carnavalesco e o festival na praça atraem um público sedento pela liberdade das ruas, o IHG atrai aqueles voltados à pesquisa e à conservação memorial. Cada grupo tem sua "mania", seu prazer e seu mundo — e todos possuem seu valor social.

Caminhos para o Futuro

A democratização do uso do Diamante Clube é, sem dúvida, um passo válido. Abrir as portas para casamentos, encontros familiares e reuniões, mediante regras estabelecidas, é uma forma de aproximar a comunidade física do espaço. Dialogar com promotores de eventos para mostrar a disponibilidade do local é salutar.
Todavia, o eventual desinteresse desses agentes ou do público em geral não descaracteriza, em hipótese alguma, a relevância do IHG. Não devemos ceder à tentação do populismo cultural para buscar uma aprovação que não condiz com a nossa função técnica e preservacionista.
O IHG continua sendo o guardião de Poxoréu. Se a "rua" não entra no Instituto com a frequência que alguns desejariam, é dever do Instituto garantir que a história daquela mesma "rua" seja escrita e preservada com honra, para que o tempo não a apague. A divisão de classes e de interesses é uma marca da modernidade; a nossa marca, porém, deve ser a da permanência e do 
compromisso com a verdade histórica.

Poxoréu, 21 de março de 2026.
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* * Izaias Resplandes de Sousa é advogado, professor, escritor, sócio efetivo do IHG de Poxoréu e membro da União Poxorense de Escritores (UPE).

sexta-feira, fevereiro 20, 2026

O Voo do Coró-coró

 

O Voo do Coró-Coró e o Abraço que Veio de Longe

Izaias Resplandes 

A neblina se dissipou e a Casa do Lago abriu suas portas para um dos maiores presentes que a vida no campo pode oferecer: a visita de quem amamos. Que dia maravilhoso foi o nosso ontem e hoje!

A calmaria pós-retiro foi docemente interrompida pela chegada dos meus sobrinhos Elias, Gleice e a pequena Tássia Reis. Eles vieram de longe, lá de Brasília, e a presença deles é sempre um acontecimento especial. Elias tem esse dom maravilhoso de me fazer sentir um "tio de verdade" com sua fidelidade em nos visitar todos os anos.

E a Tássia... Ah, a Tássia não precisa me chamar de tio-avô. O abraço carinhoso dela, forte e gentil, e os beijos e sorrisos de alegria quando nos encontramos já dizem tudo. Se eu pudesse sussurrar ao ouvido dela agora, diria: "Tássia, eu gosto muito de ser seu tio-avô, seu vovô, porque tio-avô também é vovô. Te amo, linda!"

A tarde de quinta-feira foi intensa e repleta daquela simplicidade que enriquece a alma. Fizemos a Trilha do Poção para tomar um banho revigorante no Rio dos Crentes. Depois, caminhamos pela estrada de terra da Casa do Lago, devidamente escoltados pelos nossos fiéis guardiões, Shazam e Shakira, que chegaram ao rio abanando os rabos, em clima de pura festa.

Lá no meio da mata, enquanto nos banhávamos nas águas frescas, a natureza resolveu nos dar um espetáculo particular. Um coró-coró, em plena liberdade, pousou perto de nós. O pássaro parecia saber que estava sendo admirado. Fez pose, cantou sua melodia rústica e, percebendo nossa atenção, deu um voo rasante, exibindo sua vaidade.

— Que lindo! — suspirou Gleice, encantada com a cena que a cidade grande não pode oferecer.

O dia foi caindo e a noite nos recolheu para a varanda. Sentamos todos juntos para debulhar feijão de corda — uma daquelas terapias rurais que soltam a língua e aquecem o coração. Jantamos ali mesmo, ao som incessante da água caindo no reservatório. Conversamos, ensinamos, aprendemos. O tempo pareceu parar naquela varanda.

Mas, como diz o ditado, tudo o que é bom dura pouco. Hoje de manhã, sexta-feira, os "Reis" pegaram a estrada de volta: Elias, Gleice, Tássia e até a Maria José (a inseparável boneca da Tássia).

Ficamos aqui, com o coração apertado de saudade, mas transbordando de gratidão. Fiquei tão tocado por esse momento de comunhão que a inspiração bateu à porta. Em agradecimento por essa visita tão cheia de luz, compus estes versos, que agora ficam eternizados no nosso diário:


 _Seja bem-vindo ao nosso lar


Seja bem-vindo ao nosso lar

Nesta casa há lugar pra te abraçar

Sua visita nos trouxe alegria

E a paz do Senhor neste dia!

Como é bom ter você aqui

Ver o seu rosto e te ouvir sorrir

Neste momento tão especial

Receba o carinho da nossa família!

Que Deus te abençoe por onde passar

E guarde os seus passos ao caminhar

Sua presença é um presente do céu

Doce como o favo de mel!

Que o Pai nos proteja, hoje e além

Em nome de Jesus, Amém!

Em nome de Jesus, Amém..._ 


A casa está um pouco mais silenciosa agora. Aguardamos o próximo retorno deles. Por enquanto, a saudade é o troco que a gente paga por ter tido momentos tão felizes.


PARA APROFUNDAR A VIAGEM

Leituras Bíblicas relacionadas

1. O Valor da Visita e da Comunhão

"Oh! quão bom e quão suave é que os irmãos vivam em união."

Leitura: Salmos 133:1

(A alegria indescritível de receber a família na varanda).

2. As Aves dos Céus (O Coró-coró)

"E disse Deus: Produzam as águas abundantemente répteis de alma vivente; e voem as aves sobre a face da expansão dos céus."

Leitura: Gênesis 1:20

(A contemplação da beleza da criação em plena liberdade).

3. A Bênção da Partida (Os versos do Avô)

"O Senhor guardará a tua entrada e a tua saída, desde agora e para sempre."

Leitura: Salmos 121:8

(A oração para que Deus guarde os passos de Elias, Gleice e Tássia na estrada de volta).

Casa do Lago, 20/02/2026

O Direito de se inventar

  O Direito de se Inventar: Além da Trincheira do Pão Izaias Resplandes Ouvi, recentemente, que celebrar a "vontade de ser" no dia...