sexta-feira, maio 15, 2026

Surpresa na Casa do Lago

 


Uma Surpresa na Casa do Lago

**15 de maio de 2026**

A manhã de hoje não foi apenas de caminhada, mas de revelação. Enquanto eu e Zé do Rio percorríamos as margens do nosso espelho d'água, o cenário já nos preenchia os olhos. Observávamos o vigor das palmeiras buritis que plantamos — sentinelas que, em breve, desenharão o horizonte com sua elegância — e o desenvolvimento dos bambuzais, das bananeiras e das flores que dão vida a este chão.

Mas o lago guardava um segredo em suas bordas.

De repente, um lampejo colorido entre o barro e a água me chamou a atenção. Uma concha, aberta como um livro, refletia as cores da manhã com um brilho nacarado, quase místico. Chamei o Zé, que com sua calma habitual, a recolheu. Era um marisco de água doce. Confesso que, de perto, com aquela textura e aquele interior perolado, a emoção é outra; bem diferente de apenas ver imagens em telas de TV.

Fui pesquisar e descobri que esse pequeno habitante é, na verdade, um grande mensageiro. Ter mariscos no lago é o que chamo de "tudo de bom", e explico o porquê: eles são os guardiões da pureza. Como seres filtradores, eles só prosperam onde a água é limpa e generosa em oxigênio. Eles trabalham silenciosamente, filtrando impurezas e mantendo o equilíbrio do ecossistema. São, na prática, o selo de qualidade da natureza para a nossa **Casa do Lago**.

Recolhemos esse exemplar com o respeito que se dedica a um mestre. Agora, limpo e preservado, ele não é apenas um objeto de decoração. É um troféu da biodiversidade.

Ficará aqui, em lugar de destaque, esperando pela próxima visita do **David**, do **Tupande** e do **Pett**. Quero que eles segurem essa concha nas mãos e sintam que a natureza não apenas nos rodeia, ela nos presenteia quando cuidamos bem dela. Que este pequeno marisco conte a eles a história de um lago que pulsa vida em cada gota.

**Izaias Resplandes**

domingo, maio 10, 2026

Saudades de Mamãe

 


Saudades de Mamãe


Izaías Resplandes 


Mãe querida, a luz do meu caminho

Hoje meus braços buscam o teu vulto no vazio

Não tenho mais o teu abraço, o teu carinho

Resta-me o silêncio e este peito frio

Mas guardo em mim a lembrança mais amiga

De cada aurora que vivi ao lado teu

Para aplacar essa saudade que me fustiga

E honrar o amor que você me deu.


Como esquecer o teu zelo, a tua entrega?

Fazia mil coisas para me ver sorrir

A tua alma, que ao filho nunca se nega

Traçava os rumos para eu prosseguir.

Jamais houve dúvida, em nenhum momento

Do imenso afeto que por mim sentia

Eras o porto, o meu maior alento

A própria forma da santa alegria.


Ah, que prazer supremo foi te chamar de mãe!

Viver contigo foi a minha maior glória

E hoje, embora a ausência me acompanhe

Tu és a página mais linda da minha história.

Mãezinha querida, registro com esperança

O teu legado que o tempo não vai apagar.


E se a eternidade um dia me permitir

Atravessar o portal do eterno porvir

Eu sei, minha mãe...

Lá estarei, novamente, ao teu lado!


Saudades...

Eternas saudades, mamãe!


Casa do Lago, 10/05/2026, primeiro dia das mães, sem mamãe Maria Resplandes (26/04/1940 - 18/10/2025)

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