Jesus disse:
"Eu sou a verdade!"
"E conhecereis a verdade e a verdade vos libertará".
" Verdadeiramente sereis livres"
Devemos dizer a verdade,
Ser verdadeiros, de uma só palavra.
Que o nosso sim e não
Seja sim, sim! E não, não!
Gente morna é uma praga.
Parece uma coisa, mas é outra.
Não é o isso e nem o não isso.
Quem quer ser duas coisas ao mesmo tempo
Não é nem uma coisa e nem outra.
Não é nada.
Nós temos que dar valor ao que presta,
Àquilo que tem virtudes,
Ao que é bom.
Não sejamos uma mentira,
Sejamos verdadeiros.
Amemos Deus por inteiro,
De corpo, de alma e de mente.
Busquemos a liberdade de Jesus.
Se ele nos libertar de verdade,
De verdade seremos livres
E conheceremos de verdade,
A liberdade.
Que Deus nos ajude a encontrar
A verdade da liberdade!
Nossos pensamentos isolados podem transformar nossa vida; um "somatório de idéias" pode transformar o universo em um lugar fantástico para todos os seres vivos.
sábado, abril 20, 2013
domingo, março 17, 2013
Fernando Falcão, MA
Fernando Falcão é um município do estado da Maranhão,
na mesorregião centro maranhense e microrregião Alto Mearim e Grajaú.
Sua população segundo o censo 2010 é de 9.180 habitantes, sendo que
4.806 são homens e 4.374 são mulheres. E tem uma área de 3 506,445 km². Tendo uma densidade demográfica de 2,62 hab./km². IDH (Indice de Dsenvolvimento Humano) de 0,498. PIB (Produto Interno Bruto) R$ 39 889,203 mil.
Localização de Fernando Falcão
Pier do rio Alpercata, na divisa com o município de Mirador.
Além do rio Alpercata tem vários pontos turísticos, como por exemplo o Ribeirão e a lagoa azul.
Foto aérea da Aldeia do Ponto, dos índios kanella.
Disponível em: http://fernandofalcao-ma.blogspot.com.br/
Localização de Fernando Falcão
Pier do rio Alpercata, na divisa com o município de Mirador.
Além do rio Alpercata tem vários pontos turísticos, como por exemplo o Ribeirão e a lagoa azul.
Foto aérea da Aldeia do Ponto, dos índios kanella.
Disponível em: http://fernandofalcao-ma.blogspot.com.br/
quinta-feira, janeiro 24, 2013
A fundição de Manuel Resplandi (1838)
Sobre Barras
Fonte: TRIBUNA DE BARRAS
http://www.tribunadebarras.com/2012/11/sobre-barras.html
domingo, 1 de janeiro de 2012
HISTÓRICO DE BARRAS:
POPULAÇÃO: 44.913 habitantes (Março/2010)
DISTÂNCIA DE TERESINA: 119 kM
LOCALIZAÇÃO: Região Meio-norte do Estado do Piauí
Fotos da cidade: www.vibeflog.com/barras
Barras situa-se no centro de seis barras de rios e riachos: a do Marathaoan, a do riacho da Ininga, a do Gentio, a do Riachão, a do riacho Santo Antônio e a do rio Corrente, devendo a esse fator natural o seu topônimo. Sua fundação remonta aos meados do século XVIII, quando o coronel Miguel Carvalho de Aguiar, natural do Estado da Bahia, deu início a construção da primeira capela dedicada a Nossa Senhora da Conceição, a cuja conclusão não assistiu em virtude de seu falecimento.
Em 1759, o missionário frei Manuel da Penha, segundo outras, em visita a localidade, conseguira de Manuel da Cunha Carvalho, abastado fazendeiro do lugar, com a colaboração de alguns fiéis, a conclusão da obra que entao tinha apenas o presbitério coberto e o mais nao passava de alicerces ou começos de paredes, no dizer de Pereira da Costa. A capela, que foi a primeira semente lançada para o povoamento do lugar, erigiu-se na antiga fazenda Buritizinho, onde hoje se desenvolve a cidade, a qual pertencia a Manuel da Cunha Carvalho, que era possuidor de muitas outras fazendas. Vindo a falecer, lá por 1776, legou-a, assim como toda a sua fortuna, ao seu sobrinho Manuel José da Cunha, com exceção apenas da importância de cento e cinqüenta mil réis que deixara para o fundo de dotação da capela. Essa importância fora entregue a Manuel José da Cunha em 8 de dezembro de 1776 e em seu poder esteve durante vinte e sete e meio anos, correndo juros, elevando-se, afinal, a duzentos e cinco mil e cem reis.
Em 1804, havia na localidade apenas duas casas de telha e seis de palha. A 2 de abril do mesmo ano faleceu Manuel José da Cunha, deixando testamento datado de 16 de março de 1804, em que legou a Nossa Senhora da Conceição, orago da capela, a posse de terras que possuía na fazenda Buritizinho com o gado vacum e cavalar que nela se achassem, com seu ferro e sinal, e uma de taipa coberta de telha, situada no povoado de Barras, nomeando procurador e administrador desses bens a Francisco Borges Leal Castelo Branco.
Antes de morrer, porém, Manuel da Cunha de Carvalho, como administrador da capela, contratara a sua pintura com Félix da Costa por trezentos e noventa e nove mil réis. Os trabalhos foram concluídos em 1805, na administração de Francisco Borges Leal Castelo Branco, que no ano seguinte concluiu a pintura das portas e dos altares, por cujo trabalho foi paga a importância de cinqüenta mil réis. Estava, assim, iniciado o núcleo e a antiga fazenda Buritizinho cedia lugar povoação das Barras.
O povoado constitui-se, em 1809, de apenas meia dúzia de casas de telha, todas dispersas em sua parte meridional. Cinco ou seis anos depois, várias casas foram sendo construídas, determinando a formação das primeiras ruas.
Em 22 de agosto de 1819 tomou conta da administração da capela o tenente José Carvalho de Almeida, o qual, em 14 de julho de 1831, lançou os fundamentos de uma nova capela, compreendendo toda a área ocupada pelo antigo templo que, ameaçando ruína, foi demolido em 1835.
Em face dos melhoramentos por que passava, a povoação de Barras foi erigida em distrito de paz pela Lei provincial n° 656, de setembro do mesmo ano. Desde 1826, a criação de uma freguesia e a elevação a categoria de vila já se impunham. Dirigindo-se ao Governo Imperial, em ofício datado de 27 de setembro, o presidente da Província fazia sentir essa necessidade, nos seguintes termos, conforme Pereira da Costa: A povoação das Barras é aformoseada pela natureza, com um rio abundante de peixes, que vai lançar as suas águas no caudaloso Parnaíba, com grandes matas que compreendem várias feitorias de algodão, mandioca e outros gêneros, cujas madeiras, em sua maior parte são cedros e outros paus de construção, além dos belos edifícios e boa igreja, que a fazem digna de melhor sorte. Esta povoação dista de Campo Maior 16 léguas; porém, o seu distrito por essa parte, excede a 30, que dificultam aos fazendeiros procurarem os recursos necessários onde existem autoridades.
Antes da conclusão do novo templo, Carvalho de Almeida, administrador dos bens da capela, mandou proceder a avaliação judicial das terras da fazenda Buritizinho, que foram estimadas a duzentos e setenta e três réis a braça, valendo a fazenda toda, só em terras, quatrocentos e vinte e dois mil reis, segundo consta de um termo de conciliação lavrado em Juízo de Paz de Barras, datado de 21 de maio de 1834.
Erigiu-se o novo templo, do qual a capela do Santíssimo Sacramento fora edificada a própria custa de Carvalho de Almeida, consoante se depreende das alegações que fizera a Assembléia Provincial em uma petição que lhe dirigira em 1868.
A freguesia foi criada pela lei provincial n° 101, de 30 de dezembro de 1839, cujos limites foram estabelecidos no ano seguinte, em portaria baixada pela presidência da Província, datada de 12 de novembro de 1840, com território desmembrado de Campo Maior e Parnaíba. A povoação de Barras foi elevada a categoria de vila pela Lei provincial n° 126, de 24 de setembro de 1841, sendo instalada no dia 19 de abril de 1842, pelo major Silvestre José da Cunha Castelo Branco, então presidente da Câmara de Campo Maior, o qual deu posse a primeira câmara do novo município, composta dos seguintes membros: José Antônio Rodrigues, Joaquim José Rabelo de Araújo, Joaquim dos Santos Rabelo, Miguel Carvalho Castelo Branco, Miguel da Costa Portelada, José Pires Ferreira e Manoel Joaquim da Costa Caldas. Essa mesmo lei incorporou a nova vila a comarca de Parnaíba até que pela Lei Provincial n° 168, de 14 de agosto de 1844, passou a integrar a comarca de Campo Maior, da qual se desmembrou depois, pela Lei provincial n° 695, de a 6de agosto de 1870, para formar com o termo de Batalha a sua própria comarca.
Devido aos empenhos e trabalhos incansáveis desse notável filho de Barras José Carvalho de Almeida, a Assembléia da Província, em 1848, consignou no seu orçamento uma verba de um conto de réis para término das obras da igreja, até então, por concluir. Essa importância foi empregada na construção de uma torre que veio a custar um conto e duzentos e dois mil e quatrocentos e sessenta réis fornecidos pela irmandade de Nossa Senhora da Conceição, já nesse tempo organizada, perante a qual foram prestadas contas em 6 de janeiro de 1852.
A torre, após sua conclusão, desmoronou-se, devido ao inverno de 1852, porém, Carvalho de Almeida, homem de rara honestidade, iniciou a sua reconstrução, com os seus próprios haveres. E esse novo templo majestoso que se viu até 1963, com as reformas por que passou, é a matriz de Barras, (demolida por estar com a estrutura comprometida). No mesmo espaço, construiu-se a nova Igreja Matriz de Nossa Senhora da Conceição de Barras.
A medida que a povoação aumentava, o progresso se desenvolvia, de par com o entusiasmo de seus habitantes. Em 1838, já havia uma fundição, cujo mestre era Manuel Resplandi, que nela construiu o sino grande da igreja de São Gonçalo da Batalha. Em 1854, o patrimônio de Nossa Senhora era enriquecido com a doação de mais uma posse de terras na mesma fazenda buritizinho e, posteriormente, com outra na fazenda caraíbas.
Por efeito do decreto estadual n° 1, de 28 de dezembro de 1889, do então governador Gregório Taumaturgo de Azevedo, Barras foi elevada a categoria de cidade, com a denominação de Barras do Marataoãn, pelo desenvolvimento geral de seu comércio e indústria, e pelo considerável aumento de sua população, conforme os termos do único considerando do referido decreto.
Cumpre destacar o empenho de José Carvalho de Almeida em prol do progresso de sua terra, pois que foi ele, sem dúvida, um dos primeiros barrenses a enfrentar os problemas do desenvolvimento do município.
Impoe-se que se pesquise sobre quem foi esse homem notável, um dos esteios do progresso de sua terra-berço. Pereira da Costa, em sua Cronologia Histórica do Estado do Piauí, inseriu o seguinte tópico a seu respeito: José Carvalho de Almeida nasceu no termo de Barras em 1770, e era filho dos abastados fazendeiros Antônio Carvalho de Almeida e sua mulher D. Ana Maria da Conceição. Alistara-se na milícia da Capitania em 1793, ocupava o posto de tenente do regimento de infantaria do termo de Campo Maior, em 1823, quando foi proclamada a independência, em cujas lutas muito se distinguiu, dispensando a percepção dos seus soldos de campanha. Promovido a capitão em 1844, foi depois nomeado coronel comandante superior pelo município de Barras, em 1863, foi reformado no mesmo posto.
Com essas palavras, aquele historiador nos fornece ligeiros traços biográficos desse eminente barrense que, depois de haver concluído obra monumental em que consumiu suas energias e seus próprios haveres, por amor a sua terra, apenas pleiteara, menos como recompensa ou distinção do que por pobreza e amor a Virgem Santíssima, da assembléia provincial, a que peticionara em 1868, que fosse permitido a seus herdeiros, se quisessem fazê-lo, sepultar-lhe o corpo na igreja que ele construíra e que administrara com zelo e dedicação por mais de 30 anos, relevados da multa estabelecida na Lei provincial n? 549, de 21 de junho de 1864.
Deferido o requerimento, votou a Assembléia Provincial a Lei n° 646, de 20 de agosto de 1968, permitindo o sepultamento de José Carvalho de Almeida, na igreja matriz da vila de Barras, quando ele falecesse, independentemente do pagamento da multa exigida.
Essa lei, no entanto, não teve a merecida execução, em virtude de haver sido revogada, dando motivo a que José Carvalho de Almeida, falecido a 30 de maio de 1869, fosse sepultado no cemitério da confraria de Nossa Senhora da Conceição de Barras.
Tomando conhecimento da morte de Carvalho de Almeida, a Assembléia Provincial legislou sobre seu sepultamento, não logrando a proposição a sanção da presidência da Província, ocupada pelo então vice-presidente coronel Teotônio de Sousa Mendes. Reconhecendo a Assembléia o inolvidável valor daquele filho de Barras, ainda teve tempo de concluir no orçamento da despesa da Câmara Municipal de Barras a verba de quinhentos mil réis destinado a transladação dos restos mortais daquele insigne benfeitor, do cemitério para a matriz, inclusive a colocação de uma lousa sobre a sua sepultura.
Em conseqüência da Lei n° 154, de 6 de julho de 1897, que reorganizou o sistema judiciário do Estado, passou a comarca de Barras a constituir-se de seu próprio distrito e dos de Batalha e Porto Alegre, hoje Luzilândia.
POPULAÇÃO: 44.913 habitantes (Março/2010)
DISTÂNCIA DE TERESINA: 119 kM
LOCALIZAÇÃO: Região Meio-norte do Estado do Piauí
Fotos da cidade: www.vibeflog.com/barras
Barras situa-se no centro de seis barras de rios e riachos: a do Marathaoan, a do riacho da Ininga, a do Gentio, a do Riachão, a do riacho Santo Antônio e a do rio Corrente, devendo a esse fator natural o seu topônimo. Sua fundação remonta aos meados do século XVIII, quando o coronel Miguel Carvalho de Aguiar, natural do Estado da Bahia, deu início a construção da primeira capela dedicada a Nossa Senhora da Conceição, a cuja conclusão não assistiu em virtude de seu falecimento.
Em 1759, o missionário frei Manuel da Penha, segundo outras, em visita a localidade, conseguira de Manuel da Cunha Carvalho, abastado fazendeiro do lugar, com a colaboração de alguns fiéis, a conclusão da obra que entao tinha apenas o presbitério coberto e o mais nao passava de alicerces ou começos de paredes, no dizer de Pereira da Costa. A capela, que foi a primeira semente lançada para o povoamento do lugar, erigiu-se na antiga fazenda Buritizinho, onde hoje se desenvolve a cidade, a qual pertencia a Manuel da Cunha Carvalho, que era possuidor de muitas outras fazendas. Vindo a falecer, lá por 1776, legou-a, assim como toda a sua fortuna, ao seu sobrinho Manuel José da Cunha, com exceção apenas da importância de cento e cinqüenta mil réis que deixara para o fundo de dotação da capela. Essa importância fora entregue a Manuel José da Cunha em 8 de dezembro de 1776 e em seu poder esteve durante vinte e sete e meio anos, correndo juros, elevando-se, afinal, a duzentos e cinco mil e cem reis.
Em 1804, havia na localidade apenas duas casas de telha e seis de palha. A 2 de abril do mesmo ano faleceu Manuel José da Cunha, deixando testamento datado de 16 de março de 1804, em que legou a Nossa Senhora da Conceição, orago da capela, a posse de terras que possuía na fazenda Buritizinho com o gado vacum e cavalar que nela se achassem, com seu ferro e sinal, e uma de taipa coberta de telha, situada no povoado de Barras, nomeando procurador e administrador desses bens a Francisco Borges Leal Castelo Branco.
Antes de morrer, porém, Manuel da Cunha de Carvalho, como administrador da capela, contratara a sua pintura com Félix da Costa por trezentos e noventa e nove mil réis. Os trabalhos foram concluídos em 1805, na administração de Francisco Borges Leal Castelo Branco, que no ano seguinte concluiu a pintura das portas e dos altares, por cujo trabalho foi paga a importância de cinqüenta mil réis. Estava, assim, iniciado o núcleo e a antiga fazenda Buritizinho cedia lugar povoação das Barras.
O povoado constitui-se, em 1809, de apenas meia dúzia de casas de telha, todas dispersas em sua parte meridional. Cinco ou seis anos depois, várias casas foram sendo construídas, determinando a formação das primeiras ruas.
Em 22 de agosto de 1819 tomou conta da administração da capela o tenente José Carvalho de Almeida, o qual, em 14 de julho de 1831, lançou os fundamentos de uma nova capela, compreendendo toda a área ocupada pelo antigo templo que, ameaçando ruína, foi demolido em 1835.
Em face dos melhoramentos por que passava, a povoação de Barras foi erigida em distrito de paz pela Lei provincial n° 656, de setembro do mesmo ano. Desde 1826, a criação de uma freguesia e a elevação a categoria de vila já se impunham. Dirigindo-se ao Governo Imperial, em ofício datado de 27 de setembro, o presidente da Província fazia sentir essa necessidade, nos seguintes termos, conforme Pereira da Costa: A povoação das Barras é aformoseada pela natureza, com um rio abundante de peixes, que vai lançar as suas águas no caudaloso Parnaíba, com grandes matas que compreendem várias feitorias de algodão, mandioca e outros gêneros, cujas madeiras, em sua maior parte são cedros e outros paus de construção, além dos belos edifícios e boa igreja, que a fazem digna de melhor sorte. Esta povoação dista de Campo Maior 16 léguas; porém, o seu distrito por essa parte, excede a 30, que dificultam aos fazendeiros procurarem os recursos necessários onde existem autoridades.
Antes da conclusão do novo templo, Carvalho de Almeida, administrador dos bens da capela, mandou proceder a avaliação judicial das terras da fazenda Buritizinho, que foram estimadas a duzentos e setenta e três réis a braça, valendo a fazenda toda, só em terras, quatrocentos e vinte e dois mil reis, segundo consta de um termo de conciliação lavrado em Juízo de Paz de Barras, datado de 21 de maio de 1834.
Erigiu-se o novo templo, do qual a capela do Santíssimo Sacramento fora edificada a própria custa de Carvalho de Almeida, consoante se depreende das alegações que fizera a Assembléia Provincial em uma petição que lhe dirigira em 1868.
A freguesia foi criada pela lei provincial n° 101, de 30 de dezembro de 1839, cujos limites foram estabelecidos no ano seguinte, em portaria baixada pela presidência da Província, datada de 12 de novembro de 1840, com território desmembrado de Campo Maior e Parnaíba. A povoação de Barras foi elevada a categoria de vila pela Lei provincial n° 126, de 24 de setembro de 1841, sendo instalada no dia 19 de abril de 1842, pelo major Silvestre José da Cunha Castelo Branco, então presidente da Câmara de Campo Maior, o qual deu posse a primeira câmara do novo município, composta dos seguintes membros: José Antônio Rodrigues, Joaquim José Rabelo de Araújo, Joaquim dos Santos Rabelo, Miguel Carvalho Castelo Branco, Miguel da Costa Portelada, José Pires Ferreira e Manoel Joaquim da Costa Caldas. Essa mesmo lei incorporou a nova vila a comarca de Parnaíba até que pela Lei Provincial n° 168, de 14 de agosto de 1844, passou a integrar a comarca de Campo Maior, da qual se desmembrou depois, pela Lei provincial n° 695, de a 6de agosto de 1870, para formar com o termo de Batalha a sua própria comarca.
Devido aos empenhos e trabalhos incansáveis desse notável filho de Barras José Carvalho de Almeida, a Assembléia da Província, em 1848, consignou no seu orçamento uma verba de um conto de réis para término das obras da igreja, até então, por concluir. Essa importância foi empregada na construção de uma torre que veio a custar um conto e duzentos e dois mil e quatrocentos e sessenta réis fornecidos pela irmandade de Nossa Senhora da Conceição, já nesse tempo organizada, perante a qual foram prestadas contas em 6 de janeiro de 1852.
A torre, após sua conclusão, desmoronou-se, devido ao inverno de 1852, porém, Carvalho de Almeida, homem de rara honestidade, iniciou a sua reconstrução, com os seus próprios haveres. E esse novo templo majestoso que se viu até 1963, com as reformas por que passou, é a matriz de Barras, (demolida por estar com a estrutura comprometida). No mesmo espaço, construiu-se a nova Igreja Matriz de Nossa Senhora da Conceição de Barras.
A medida que a povoação aumentava, o progresso se desenvolvia, de par com o entusiasmo de seus habitantes. Em 1838, já havia uma fundição, cujo mestre era Manuel Resplandi, que nela construiu o sino grande da igreja de São Gonçalo da Batalha. Em 1854, o patrimônio de Nossa Senhora era enriquecido com a doação de mais uma posse de terras na mesma fazenda buritizinho e, posteriormente, com outra na fazenda caraíbas.
Por efeito do decreto estadual n° 1, de 28 de dezembro de 1889, do então governador Gregório Taumaturgo de Azevedo, Barras foi elevada a categoria de cidade, com a denominação de Barras do Marataoãn, pelo desenvolvimento geral de seu comércio e indústria, e pelo considerável aumento de sua população, conforme os termos do único considerando do referido decreto.
Cumpre destacar o empenho de José Carvalho de Almeida em prol do progresso de sua terra, pois que foi ele, sem dúvida, um dos primeiros barrenses a enfrentar os problemas do desenvolvimento do município.
Impoe-se que se pesquise sobre quem foi esse homem notável, um dos esteios do progresso de sua terra-berço. Pereira da Costa, em sua Cronologia Histórica do Estado do Piauí, inseriu o seguinte tópico a seu respeito: José Carvalho de Almeida nasceu no termo de Barras em 1770, e era filho dos abastados fazendeiros Antônio Carvalho de Almeida e sua mulher D. Ana Maria da Conceição. Alistara-se na milícia da Capitania em 1793, ocupava o posto de tenente do regimento de infantaria do termo de Campo Maior, em 1823, quando foi proclamada a independência, em cujas lutas muito se distinguiu, dispensando a percepção dos seus soldos de campanha. Promovido a capitão em 1844, foi depois nomeado coronel comandante superior pelo município de Barras, em 1863, foi reformado no mesmo posto.
![]() |
| Primeiro Mapa do Piauí, datado de 1760, feito pelo engenheiro Galucio. O original se encontra no Museu do Itamaraty, no Rio de janeiro. Nele podemos observar a cidade de Barras já registrada em 1760. |
Com essas palavras, aquele historiador nos fornece ligeiros traços biográficos desse eminente barrense que, depois de haver concluído obra monumental em que consumiu suas energias e seus próprios haveres, por amor a sua terra, apenas pleiteara, menos como recompensa ou distinção do que por pobreza e amor a Virgem Santíssima, da assembléia provincial, a que peticionara em 1868, que fosse permitido a seus herdeiros, se quisessem fazê-lo, sepultar-lhe o corpo na igreja que ele construíra e que administrara com zelo e dedicação por mais de 30 anos, relevados da multa estabelecida na Lei provincial n? 549, de 21 de junho de 1864.
Deferido o requerimento, votou a Assembléia Provincial a Lei n° 646, de 20 de agosto de 1968, permitindo o sepultamento de José Carvalho de Almeida, na igreja matriz da vila de Barras, quando ele falecesse, independentemente do pagamento da multa exigida.
Essa lei, no entanto, não teve a merecida execução, em virtude de haver sido revogada, dando motivo a que José Carvalho de Almeida, falecido a 30 de maio de 1869, fosse sepultado no cemitério da confraria de Nossa Senhora da Conceição de Barras.
Tomando conhecimento da morte de Carvalho de Almeida, a Assembléia Provincial legislou sobre seu sepultamento, não logrando a proposição a sanção da presidência da Província, ocupada pelo então vice-presidente coronel Teotônio de Sousa Mendes. Reconhecendo a Assembléia o inolvidável valor daquele filho de Barras, ainda teve tempo de concluir no orçamento da despesa da Câmara Municipal de Barras a verba de quinhentos mil réis destinado a transladação dos restos mortais daquele insigne benfeitor, do cemitério para a matriz, inclusive a colocação de uma lousa sobre a sua sepultura.
Em conseqüência da Lei n° 154, de 6 de julho de 1897, que reorganizou o sistema judiciário do Estado, passou a comarca de Barras a constituir-se de seu próprio distrito e dos de Batalha e Porto Alegre, hoje Luzilândia.
segunda-feira, dezembro 24, 2012
Os Inocentes
No mês de julho de 1984, Izaias inscreveu "Os Inocentes" para participar de um torneio de futebol de salão, organizado pelo Centro Juvenil. Da "Turma" poucos sabiam que a bola era redonda. A maioria tinha dúvidas, principalmente por causa da inocência que o "álcool" provocava nas pessoas. O "álcool" tinha um poder terrível. Fazia com que as pessoas mais "inocentes" acreditassem que poderiam ser ou fazer tudo o que imaginassem.
E foi assim que nossa turma virou "time de futebol de salão". Podemos até não ter feito nenhum gol, mas também não me lembro de termos levado algum. O importante é que entramos para a galeria...
sexta-feira, dezembro 21, 2012
sábado, dezembro 01, 2012
A solução para todos os males
A perfeição é a
solução para todos os problemas da humanidade. Se fôssemos perfeitos, o mal não
teria domínio sobre nós. Por essa razão, alcançá-la é o grande objetivo da
humanidade. Só ela poderá nos livrar da instabilidade, da insegurança, da
incerteza, do engano e da astúcia de uns e outros. Diz a Bíblia em Ef. 4:11-14 que o próprio Senhor Jesus
distribuiu as funções na Igreja, dando “uns para apóstolos, e outros para
profetas, e outros para evangelistas, e outros para pastores e doutores, querendo
o aperfeiçoamento dos santos, para a obra do ministério, para edificação do
corpo de Cristo; até que todos cheguemos à unidade da fé, e ao conhecimento do
Filho de Deus, a homem perfeito, à medida da estatura completa de
Cristo, para que não sejamos mais meninos inconstantes, levados em roda por
todo o vento de doutrina, pelo engano dos homens que com astúcia enganam
fraudulosamente”.
Nós temos
mandamento divino para lutar por ela. Em Mt
5:48, Jesus diz: “Sede vós pois perfeitos, como é perfeito o vosso
Pai que está nos céus”. E em 2 Co 13:11,
o apóstolo Paulo complementa a instrução dizendo: “ Quanto ao mais, irmãos,
regozijai-vos, sede perfeitos, sede consolados, sede de um mesmo
parecer, vivei em paz; e o Deus de amor e de paz será convosco”.
Por outro lado,
a luta pela perfeição é uma guerra sem fim. Nunca seremos perfeitos nesse
mundo. Mas nem por isso devemos abandonar esse propósito. Esmorecer, jamais!
Escrevendo aos filipenses sobre a perfeição (Fp 3:13-14), Paulo disse: “Irmãos, quanto a mim, não julgo que o
haja alcançado; mas uma coisa faço, e é que, esquecendo-me das coisas que atrás
ficam, e avançando para as que estão diante de mim, prossigo para o alvo, pelo
prêmio da soberana vocação de Deus em Cristo Jesus”. Isso é o que todos nós
devemos fazer, empenhando toda a nossa dedicação, a nossa persistência e toda a
nossa autodisciplina.
Então! Nosso
objetivo de vida é lutar pela perfeição. Para fazer isso devemos estabelecer
metas para cada dia, semana, mês e cada ano de nossa vida e buscar alcançar
essas metas.
É de vitória em
vitória, que seremos muito mais do que vencedores. Cf. Rm 8:27.
terça-feira, novembro 27, 2012
Me perdoem...
Me perdoem...
Diante da hipótese de ter
magoado, ofendido, ou causado qualquer dano a alguém, venho de público,
principalmente perante os irmãos neotestamentários, me retratar e pedir perdão
ao Pr. Sebastião Wenceslau de Carvalho e, em especial à Igreja Neotestamentária
Duque de Caxias, em Corumbá, MS, da qual ele é um dos dirigentes, bem como ao
Missionário Antônio Villafranca, obreiro neotestamentário da Espanha, por ter
usado como ilustração do meu artigo intitulado “Pit Stop de Dezembro”, publicado neste Blog no dia 24 de novembro
de 2012, uma foto em que esses dois irmãos aparecem conversando com o
Missionário Isaías da Silva Almeida, que tirei durante o Encontro de
Cooperadores Neotestamentários realizado em Poxoréu, MT, no início deste mês.
Por outro lado, esclareço que a
foto foi publicada de forma impessoal, sem mencionar nomes, lugares ou situações
e, para evitar outras interpretações não desejadas, a mesma já foi retirada da
página eletrônica onde o artigo foi publicado.
Entendi que, para um leitor comum
que viesse acessar o blog, o que ele veria seria apenas o que se queria
mostrar, ou seja, três pessoas sentadas conversando ao redor de uma mesa. Lendo
a matéria e olhando a foto, tal leitor deveria compreender que as pessoas devem parar para conversar sobre
o que se passa com elas. Para o contexto da matéria, a identificação
das pessoas e o que elas conversavam eram questões irrelevantes e por isso
mesmo, sequer foram mencionadas.
Entretanto, se um leitor
identificasse a imagem e soubesse que ela tinha sido capturada durante do
Encontro de Lideranças de Poxoréu, entendi que não haveria problema. Era a foto
de irmãos que conversavam (na verdade, eu nem sei o que conversavam, pois
apenas me aproximei o suficiente para bater a foto dos três irmãos, sem me
interessar pelo teor da conversa). Repito: a única associação que existe
entre o artigo “Pit Stop de Dezembro”
e a foto dos irmãos é o fato de estarem os três conversando, ou seja, terem
tirado um tempo para conversar. A matéria não discute o teor da conversa, o
qual me era totalmente desconhecido.
Sei muito bem que durante os
Encontros de Cooperadores, os neotestamentários discutem os conflitos que
possuem em suas respectivas igrejas locais e na obra missionária. No Encontro
deste ano, em Poxoréu, isso não foi diferente. No entanto, o artigo não
discutiu nenhum desses conflitos. O foco central da mensagem “Pit Stop de Dezembro” foi a parada
necessária para a avaliação de nossos atos, sejam quais forem e sobre que
assuntos tratarem.
Apenas exemplificando, entendo
que o Encontro de Cooperadores é um Pit Stop. É um momento em que fazemos uma
parada para avaliar o nosso trabalho. Por isso usei fotos do encontro (com a
ressalva da impessoalidade) para ilustrar a matéria. Não tive nenhuma “má intenção” oculta. Jamais quis postar
algo que ofendesse a quem quer que fosse, muito menos aos queridos irmãos da
Neo Duque de Caxias, a quem tive a grande satisfação de conhecer e receber aqui
em Poxoréu, MT.
No que diz respeito ao uso das
expressões “burrice seguir o passado /
tempo perdido / grave delito” usadas no artigo, transcrevo o parágrafo
em que aparecem, antes de retratar o assunto:
O que passou, passou. Já não volta mais. Tempo perdido não se recupera.
O ditado diz que “errar é humano”, mas a mesma sabedoria popular
completa que “permanecer no erro é burrice”. Podemos ter tentado acertar
uma vez e errado. Isso é compreensível. Mas não podemos continuar errando. É
necessário que avaliemos a nossa vida e respondamos às perguntas “onde foi e
por que foi que erramos?”. Cometemos um grave delito contra nós mesmos, quando
insistimos em avançar sem fazermos esse necessário pit stop.
A mensagem pretendida é uma só: é necessário parar para avaliar.
Entendo que nós já fazemos diversas paradas ao longo do ano. Trabalhamos a
semana toda em nossas atividades rotineiras. Então, quando chega o final de
semana, paramos para fazer a reflexão sobre nossa situação com Deus e com a Sua
Palavra. É necessário ir à Igreja e participar dessas reuniões. Também fazemos
os Retiros periódicos para recebermos orientações da Palavra. E ainda os
encontros de cooperadores. Para mim, todas essas ocasiões são Pit Stops, ou seja, paradas técnicas
necessárias. E que, se quisermos ser bem sucedidos, devemos fazê-las.
Se seguirmos a vida, a torto e a
direito, sem qualquer avaliação e planejamento, entendemos que estamos
cometendo um delito contra nós mesmos, pois tiramos a possibilidade de vermos o
que não está indo bem e corrigir.
Não estou julgando ninguém. O meu
texto foi escrito na impessoalidade, trabalhando com situações abstratas. Não
menciono situações concretas. Caberá a cada um que tiver interesse, aplicar o
texto em sua vida da maneira que julgar mais conveniente. Não fiz “indiretas ofensivas dizendo que foi um erro
ter apoiado os irmãos que fundaram nossa historia de missão” e muito menos
usei a imagem dos irmãos com tal propósito.
Ainda que um irmão possa ter
errado, o perdão é o remédio que purifica. Que ninguém grave na rocha as
histórias ruins. Esse tipo de história deve ser gravado na areia, para que tão
depressa quanto o vento possa apagar o escrito, tão depressa elas também sejam
apagadas de nossas mentes e corações.
Em nome de
Jesus. Amém!
Prof. Izaias Resplandes
Assinar:
Postagens (Atom)
Fazendo Discípulos para a Nova Terra
Fazendo Discípulos para a Nova Terra Graça e paz aos meus irmãos e irmãs. Hoje, trago uma reflexão que nasceu não apenas da leit...
-
A família Resplandes, também conhecida como Resplande ou Resplandi vai se firmando e consolidando a sua unidade nacional. Nós, de fato estam...
-
A história da família Resplandes está ligada ao município de Sobral, Estado do Ceará, de onde partiram alguns migrantes, para se fixar no fu...
-
Busto de João Resplandes e sua bisneta Maria Resplandes em Fernando Falcão - ex-Jenipapo do Resplandes. Ele foi o primeiro a chegar ao luga...











