quinta-feira, julho 23, 2009

Gasparina e Sebastião


Esses são meus sogros: Gasparina Rosa de Andrade e Sebastião Rodrigues de Andrade. Eles são de Minas Gerais. Seus filhos são: Maria de Lourdes Resplandes (minha esposa), Maria Aparecida de Andrade, José Rodrigues Neto e Joana Darc de Andrade. Lourdes vive em Poxoréu, MT. José e Cida vivem em Goiânia, GO e a Joana, mora em Crixás, Go. Meus sogros são falecidos.

terça-feira, julho 14, 2009

Um ano no Recanto



14 de julho de 2009. Hoje está fazendo um ano que cheguei ao Recanto das Letras. Publiquei nesse espaço 211 textos e 5 e-livros, os quais obtiveram quase 40 mil acessos. Esse é um número que me deixa imensamente agradecido e me faz ver o grande potencial que a internet nos proporciona.
Deixo aqui registrado os meus agradecimentos a todos aqueles que leram algum de meus livros, artigos, ou mesmo uma simples frase ou pensamento. Esclareço que nunca escrevi para mim mesmo. Sempre escrevi para os demais e não para encher meu computador. Dessa forma, divulgando meus escritos, espero ter contribuído durante esse ano para esclarecer, formar ou aperfeiçoar as idéias que expusemos. Também espero ter alimentado os debates e incentivado outras pessoas a seguirem pelo caminho das letras.
Deixo aqui o meu muito obrigado a todos os que acessaram o meu Recanto, ao tempo em que renovo o convite para que continuem acessando, lendo, utilizando e comentando a nossa produção literária. Um grande abraço.

Acesso o Recanto do Izaias Resplandes em:
http://recantodasletras.uol.com.br/autores/resplandes

quarta-feira, junho 24, 2009

Segunda Turma de DIREITO da Unic de Primavera do Leste


E a UNIC de Primavera se prepara para formar a sua segunda turma de Direito, a qual iniciou o curso em 2004/2. É um grupo pequeno. A maioria é remanecescente da primeira turma. Mas é um grupo bastante unido e coeso, que sempre procura estar junto o máximo que podem. Seja para estudar, seja para festejar.

Foi isso que aconteceu no último dia de atividades da Turma no NAJU. Com a permissão da Coordenação, os formandos puderam fazer a última prova neste dia 24 de junho de 2009. E após, a turma fez uma pequena confraternização. Foi um momento maravilhoso e que já vai assumindo aquele gostinho de saudade.




Grande abraço para todos.


Izaias Resplandes

domingo, maio 31, 2009

Os diamantes de Primavera do Leste

Primavera do Leste. Disponível em: <http://img.photobucket.com/albums/v245/BR364/Mato%20Grosso/MT>. Acesso em 31 maio 2009.
Izaias Resplandes

O diamante é um mineral, um cristal de carbono puro, a mais dura substância conhecida e que se formou em diversas partes do planeta. É uma pedra linda. Incomparável. Mesmo quem nunca o tenha visto será capaz de reconhecê-lo quando o ver. Vários países se destacaram pela sua produção. Botswana, na África, por exemplo, é considerado o maior produtor mundial de diamantes. Além disso, por conta da grande quantidade de pedras extraídas, algumas cidades ganharam o título de “Capital do Diamante”. Dentre essas, Antuérpia, na Bélgica, foi considerada como a Capital Mundial e, no Brasil, Lençóis, uma cidade baiana localizada na Chapada Diamantina ganhou o título nacional pela quantidade de pedras produzidas. E como não poderia deixar de ser, Poxoréu, essa tão querida cidade mato-grossense também conquistou o direito de ostentar o título de “Capital do Diamante”. Todavia, não apenas pela quantidade de gemas extraídas de suas entranhas, mas principalmente pela qualidade de seus diamantes. Parafraseando o imortal Gonçalves Dias, em sua “Canção do Exílio”, poderíamos dizer que os diamantes de lá não brilham como os de cá. Principalmente porque nossos diamantes não são apenas as pedras brilhantes que se extraem desse chão, mas são também as pessoas talentosas e criativas que têm brilhado de norte a sul desse país, como expoentes das mais diversas ciências e artes do que fazer humano. Nesse sentido, concordamos com o poeta upenino Joaquim Moreira, autor de “No meio das pedras há diamantes” e podemos dizer com ele que no meio das pedras que alicerçam as diversas construções desse país, físicas ou teóricas, há muitos diamantes oriundos desta cidade de Poxoréu, cujos diamantes se não são apenas pedras, se não são também somente homens, então são ainda cidades brilhantes.

Todo pai sente orgulho ao ver os filhos crescerem e se destacarem entre os demais. Fazemos festa quando nossos filhos formam, quando se casam, quando nos dão os primeiros netos... Isso não poderia ser diferente quando se trata de nossos primeiros povoados que foram crescendo, que viraram distritos e finalmente conquistaram a emancipação quando já possuíam as condições de caminhar com os próprios pés.

Desse modo, sempre falo com orgulho das vilas de Poxoréu que conseguiram se emancipar e que, hoje, como filhas virtuosas de muitas qualidades amparam sua velha mãe em suas necessidades, principalmente no que diz respeito às questões de saúde, trabalho e educação. É assim que vejo as cidades de Rondonópolis, Dom Aquino e Primavera do Leste. As filhas superaram a mãe, com certeza, mas não apenas porque cresceram e se multiplicaram em cumprimento à ordem do Criador e sim, porque qualquer delas jamais negou o abraço às suas origens. Um fato que comprova esse bom relacionamento ocorreu no dia 30 de maio de 2009, quando uma caravana de jovens primaverenses liderada pelas professoras Greicilene Tomasoni e Silvana Estela Soto Fávaro (última foto), do Centro de Ensino Integrado Cremilda de Oliveira Viana – CEICOV, esteve em Poxoréu executando o Projeto “Retorno às Origens”, buscando conhecer a gênese de sua cidade natal, Primavera do Leste. Na ocasião, os alunos prestaram uma homenagem à União Poxorense de Escritores – UPE, uma ONG cultural fundada em Poxoréu em 31 de março de 1988 e que atua “em defesa da arte e da cultura”. Os alunos do CEICOV declamaram poesias dos upeninos e lhes fizeram perguntas sobre a entidade. Além disso, ouviram diversos relatos sobre a história e o bom relacionamento entre as duas cidades, os quais foram feitos por Ájax Alves Gomes, Luís Carlos Ferreira, João de Sousa, Antônio Lélis de Azevedo Rocha, Gaudêncio Filho Rosa de Amorim, João Batista Cavalcante, Izaias Resplandes de Sousa, entre outros. A homenagem foi realizada no Plenário da Câmara Municipal de Poxoréu.

E então é isso. Essa não é a história de Primavera do Leste e nem tampouco das demais cidades circunvizinhas que se desmembraram de Poxoréu. Mas é, sem dúvida alguma, a pedra fundamental do progresso e do desenvolvimento dessa região. Os fazendeiros vieram para Mato Grosso desde os tempos coloniais e tem o seu mérito como desbravadores deste Estado, mas o que fez nascer as cidades e desenvolver o leste mato-grossense foi, inegavelmente, o sonho dos garimpeiros. Assim nasceu Poxoréu, Guiratinga, Tesouro e tantas outras cidades, as quais, por sua vez, desenvolvendo-se, serviram de força-motriz para o surgimento das novas urbes de Mato Grosso, como Rondonópolis e Primavera do Leste, apenas para se ter alguns exemplos. Esse também é o entendimento do escritor Luís P. Sabóia Ribeiro em seu “Caçadores de Diamante” sobre o nascimento de nossas cidades, “esse é um favor que o Brasil deve aos garimpeiros”.

Portanto, Primavera do Leste também tem uma origem garimpeira e seus diamantes não possuem menos brilho do que os nossos, porque são frutos da mestra catra, dos mesmos monchões e das mesmas grupiaras. Desse modo, deixo o seguinte “Recado de Poxoréu” ao jovem primaverense, que agora conhece que os fundamentos de sua história também estão ligados aos desta terra poxoreana. E então, jovem, “que tu a partir de agora, sejas diamante lá fora, na luta por Poxoréu. Diga ao mundo que é brilhante, na Capital do Diamante as bênçãos que vêm do céu”.
Fotos: Cleide Vivian (foto 1)

* Izaias Resplandes de Sousa, sócio-fundador da UPE – União Poxorense de Escritores é pedagogo, professor de Matemática e concluinte do curso de Direito na UNIC de Primavera do Leste, MT neste 1º semestre de 2009.

sábado, maio 16, 2009

Cláudio Réche

A faculdade é um mundo à parte. Na UNIC de Primavera do Leste, MT, o slogan é de que ali “tudo se encontra”. Isso talvez seja um tanto pretensioso. Mas, pretender não é pecado. Pelo contrário, é virtude. Aqueles que têm ambição costumam fazer alguma coisa para alcançá-las. Quanto aos outros, a maioria só serve mesmo é para encher as covas cavadas a sete palmos de chão. Se não fazem nada, não passam de parasitas. E estes... Somente são aceitos quando produzem flores, como as orquídeas, por exemplo. Os outros... São deveras detestados.

A UNIC de Primavera, desde os tempos em que ainda era a UNICEN, empreendida pelo Dr. João Medeiros, vem despertando muitas pretensões, sonhos e esperanças nas pessoas que vivem nessa região. Além disso, tem sido uma porta aberta para o emprego de bons profissionais da educação. Eles vêm do Paraná, de São Paulo, de Goiás e de Minas Gerais, só para citar alguns exemplos. Foi assim que, realizando o meu sonho de cursar o Direito, tive o privilégio de receber o ensino de qualidade dos paranaenses José Carlos Iglesias e Marcelo Theodoro, da paulista Fabiane Guilherme, do goiano Renato Cintra Farias e, agora em 2009, do mineiro de Governador Valadares, Cláudio Réche. É claro que Primavera do Leste tem sido uma porta aberta para profissionais das mais diversas áreas. Mas o que eu destaco nesses professores é que vieram para cá, acreditando que poderiam contribuir para melhorar ainda mais a Educação em Mato Grosso. Não vieram para dar aulas, nem para vendê-las. Vieram como educadores.

O prof. Cláudio Réche trabalha diversas disciplinas no curso de Direito da UNIC. Minha filha Mariza Resplandes gosta muito de suas aulas de Direito Civil e eu não posso negar que ele conseguiu despertar meu interesse pelo Direito Internacional, apesar de que sempre achei que esse Direito estava longe de nossas realidades interioranas. Hoje vejo que não é bem assim. Com seu jeito extremamente humano de ser, sua compreensão e sensibilidade com nossas limitações e, principalmente, a vontade de ser parceiro na nossa aprendizagem, Cláudio tem conseguido cativar não somente a mim, mas também os meus colegas do décimo semestre de Direito e outros alunos que sempre param em nossa porta para lhe dar um abraço, um cumprimento ou um beijo afetuoso. Sem dúvida, Cláudio Réche é um professor diferente e que será sempre lembrado em nossas memórias.

Mas essa história não acaba aqui. Pois justamente agora, já no apagar das luzes, faltando pouco mais de um mês para terminar o curso de Direito, não é que descubro que o Prof. Réche é também um escritor. Pois é! Além de professor, educador, advogado, pai, marido e chefe de família, o conterrâneo do grande JK acrescenta em seu legado, para esse começo de carreira literária, o livro “Casos, contos e reflexões”. Trata-se de uma edição do autor e que pode ser encontrada na Cantina da UNIC de Primavera do Leste. É... Realmente “tudo se encontra” nessa faculdade! Eu gosto de comprar livros e de lê-los. Mas nunca pensei que encontraria um livro à venda em nossa cantina, embora isso seja bastante comum hoje em dia, em outros lugares. Então adquiri um dos exemplares que estavam à venda, o qual estou lendo.

A temática abordada pelo escritor é bastante ampla. No entanto, o amor está sempre presente. Amizade, paixão e doação. Os gregos têm três palavras para retratar o amor: phileo, eros e agape. Tudo isso é amor. São apenas formas diferentes de manifestá-lo. Cláudio explora todas essas vertentes.

A importância da amizade para o escritor é demonstrada, por exemplo, em “O jogo”. Quatro amigas se reúnem para jogar buraco. Estar junto é sem dúvida um grande motivo para qualquer coisa. Eu não gosto de qualquer jogo. Mas gosto de estar junto. E se esse é o motivo para estar junto, então até mesmo esse “jogo de buraco” pode ser algo que vale a pena. Esse primeiro “caso” é um bom estímulo para se ler o livro “Casos, contos e reflexões” até a página 81, onde o autor se autobiógrafa, falando de seu “Eu...”, fechando a obra.

O eros, por sua vez, se manifesta no caso “Se o vulcão Etna fosse uma mulher”. A erupção é romantizada. O Vulcão é visto por Cláudio como Edna, uma mulher apaixonada que se explode em momentos de intenso gozo e prazer no encontro com o seu amado.

Já o agape pode ser vislumbrado no “Decreto real” que obrigava os súditos a terem o mesmo sentimento da rainha, fosse alegria, tristeza, melancolia, fosse o que fosse. O “caso” mostra a situação de um súdito que, tendo passado o dia todo com sua amada, ainda embriagado de amor, foi pego por um soldado quando expressava a sua felicidade e foi preso, porque naquele dia a rainha estava triste e ele nem sabia. Mas, o jovem não discute e aceita passivamente cumprir a sua pena, entendendo que se errara, o fizera por “amar demais”. É um caso muito lindo e que vale a pena ser lido.

E assim, “Casos,contos e reflexões” vai por aí afora. Além do amor em suas três dimensões, está repleto de humor e poesia. É um livro onde Cláudio Réche, que se diz um macho de verdade, desfecha suas “porradas de palavras que podem transformar o diálogo na maior e melhor arma para a salvação da Humanidade”.

E o melhor de tudo é que a obra pode ser encontrada entre os quibes e quitutes da Cantina da UNIC/Primavera, onde também se pode encontrar, às vezes, o próprio autor, o qual sempre tem uma boa história para contar. Da mesma forma que vale a pena ler o livro, também vale a pena conversar com seu autor. É um bom papo.

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Izaias Resplandes de Sousa, escritor mato-grossense, membro da União Poxorense de Escritores (UPE), é concluinte do curso de Direito da UNIC de Primavera do Leste, MT.

quarta-feira, abril 01, 2009

Aos 21 anos da UPE

Izaias Resplandes

Buscamos alcançar o sucesso, seguindo um ideal e uma visão de futuro contemplada há vinte e um anos passados. Os resultados desejados, antes meras possibilidades, agora já podem ser vislumbrados. Nosso sonho está se tornando uma realidade. A história de Poxoréu já alcançou os quatro cantos do planeta. A UPE não é apenas mais uma quimera sonhada por quem não tinha o que fazer. Ela é hoje um patrimônio cultural da humanidade. Sem que a nossa parte tivesse sido feita, com toda certeza o mundo atual não seria o que de fato é. Parabéns aos upeninos por terem feito a sua lição de casa e por se tornarem exemplos a serem seguidos pelos demais.

Há 21 anos a UPE – União Poxorense de Escritores vem atuando “em defesa da arte e da cultura”. A cada ano passado nós temos procurado fazer a nossa parte na construção de um mundo melhor para todos. Seguindo o ideal upenino, acreditamos que se cada um fizer o seu melhor a cada dia, então todos nós poderemos sonhar com um futuro, ao invés de simplesmente nos conformarmos com o estado de coisas que se configura no presente. O amanhã somente será possível se o hoje se tornar realidade. Se não fizermos a nossa lição de casa de cada dia, não estaremos construindo o futuro, mas apenas realizando o passado das coisas que não fizemos quando podíamos fazer.

Hoje de manhã vi algumas cenas do filme “Loser”, O Otário, dirigido por Amy Heckerling. É um filme com nove anos de idade. Uma comédia. No enredo:

Paul Tannek (Jason Biggs) é um jovem deslocado que vive num
verdadeiro buraco na
Universidade de Nova York. As garotas o rejeitam e os
demais companheiros de
faculdade simplesmente o ignoram. Até que ele conhece
Dora Diamond (Mena
Suvari), uma jovem estudante que é tão deslocada na
cidade quanto ele. Dora não
tem dinheiro nem lugar para morar, e seu
namorado, o Professor Edward Alcott
(Greg Kinnear), está mais interessado em
manipulá-la do que em amá-la. Paul
decide então ajudá-la a conseguir um
emprego e a se vestir melhor, aprendendo
ele mesmo a aproveitar melhor a
cidade em que vive.

Antes de ir para a Universidade, o jovem Paul Tannek expressou ao seu pai a sua preocupação quanto à sua adaptação no meio universitário. Ele temia ser desinteressante e ter dificuldades para conseguir amigos. Então seu pai lhe disse que o segredo para se obter amigos é ser interessado. Disse ele: “é interessante aquele que é interessado”. E explicou que todas as pessoas têm uma história e querem contá-la, mas nem sempre encontra alguém disposto a ouvi-la. E assim, quando alguém se dispõe a ser o ouvido, tal pessoa passa a ser considerada interessante e sua amizade e presença, passam a ser desejadas. Então o jovem foi para a universidade, onde tentou aplicar o conselho paterno, mas ninguém estava a fim de sua amizade. Paul é um jovem dedicado aos estudos e às coisas sérias. Os jovens de sua idade não estão dispostos a isso. O que eles querem são coisas fúteis como bebida, festa, sexo e drogas.

O mundo de Paul Tannek não é muito diferente do nosso. Afinal, não é por acaso que alguém já disse que a ficção é um retrato das realidades possíveis. Então sempre poderemos aprender um pouco com esse gênero literário. É o que sempre buscamos. Acreditamos que a ficção, ainda não tendo acontecido, é um sonho que pode ser materializado e, portanto, deve ser apreciado com seriedade, buscando ver o que o autor desejou mostrar a cada detalhe de sua história.

A UPE sempre foi um sonho. Apesar desses vinte e um anos, ela ainda é muito mais uma ficção do que uma realidade. E é bom que assim seja, porque isso significa que ainda temos algo planejado para ser construído e não estamos caminhando ao léu. Todavia, todos nós sabemos que a marca upenina e tudo o que ela significa para Poxoréu é muito maior do que a própria UPE.

Ainda me lembro de cada aniversário e dos upeninos que foram agregados à nossa confraria a cada ano. Cada um de nós é bem diferente do outro, mas todos nós sempre estivemos dispostos a ser o ouvido dos demais, compreendendo e registrando as mais diferentes histórias de vida. Não tenho dúvidas de que esse apreço pela história dos outros seja o elo que une essa sociedade de escritores poxorenses. Apesar de também gostarmos de comer, beber, festar e de tantas outras coisas importantes e necessárias, nós temos disposto uma boa parte de nossa vida para ouvir os nossos semelhantes e realizarmos o seu registro para que as gerações vindouras, partindo do que nós fizemos, possam avançar, ao invés de terem que começar tudo outra vez.

Talvez sejamos tão otários quanto Paul Tannek aos olhos de nossos contemporâneos, por estarmos investindo tempo e dinheiro na realização do projeto social upenino de defender a arte e a cultura. Todavia, não devemos culpá-los por não conseguirem ter uma visão de futuro semelhante à nossa.

Em relação a essa falta de visão, há poucos dias discutia com minha esposa Maria de Lourdes Resplandes, que o problema dessa geração não é o fato de verem as coisas acontecendo e serem insensíveis a elas. Pelo contrário, disse-lhe, o problema dessa geração é a incapacidade para ver o que acontece. De forma que, ao invés de criticá-los, devemos continuar tentando abrir seus olhos para que possam ver. Se conseguirmos isso, então seremos bem sucedidos, porque ter sucesso não significa realizar os seus próprios sonhos, mas sim ajudar os demais a realizar os seus.

A UPE tem feito a sua lição de casa. Os upeninos têm sido espelhos para que os jovens dessa geração possam ver e construir o futuro. Cada um de nós é uma pedra do alicerce do mundo que será construído sobre nossas idéias, sobre nossos sonhos e sobre tudo o que temos feito.

Ao ensejo do dia 31 de março, data de fundação da UPE, na condição de pioneiro dessa escola, quero dizer aos meus confrades e aos membros da sociedade poxoreana como um todo, que tenham fé, esperança e confiança em si mesmos e em cada de seus semelhantes; que continuem fazendo o seu melhor em favor dos demais. Essa é a única forma de termos sucesso em nossa missão upenina. Esse será o nosso legado para o mundo.

Feliz aniversário à Nação Upenina!

VINTE E UM ANOS DE UPE

O Prof. e Comendador João de Souza, atual Presidente da UPE (2009)

O Prof. Izaias Resplandes, primeiro Presidente Upenino (1988)

Grupo de upeninos: Prof. Gaudêncio Amorim (1º Vice-Presidente, Prof. João de Sousa (Presidente), Prof. Luís Carlos Ferreira (Secretário Geral), Profª Josélia Neves da Silva, Rev. Kautuzum Araújo Coutinho (Tesoureiro), Historiador Jurandir da Cruz Xavier (2º Vice-Presidente) e Prof. Izaias Resplandes de Sousa

O Secretário Geral da UPE, Geo-Historiador Prof. Luís Carlos Ferreira, com sua esposa Olga Ferreira.

Historiador Jurandir da Cruz Xavier (2º Vice-Presidente upenino), Profª Josélia Neves da Silva e o Prof. e Comendador Joaõ de Sousa (Presidente da UPE 2009/2010)

Mulheres upeninas: Profª Josélia Neves da Silva, Maria de Lourdes Resplandes, Profª Izabel Silva de Oliveira, Edna Evangelista de Barros e Profª Luzeneth Pereira de Amorim


O vereador João Joaquim de Oliveira em companhia do 1º Vice-presidente upenino Prof. Gaudêncio Filho Rosa de Amorim e do Vice-Prefeito de Poxoréu Osmar Resplande de Carvalho.


A Profª Lena Varanda Ventresqui Guedes e o Historiador Upenino Jurandir da Cruz Xavier


O simpático e participativo casal Edna Evangelista e João José Delamônica Freire


O Pr. Alexandre Pereira dos Santos


As esposas upeninas Maria de Lourdes Resplandes, Luzineth Pereira de Amorim e Olga Ferreira


O Vice-Prefeito Osmar Resplandes com a esposa e
as filhas Raissa, Célia Regina e Rafaela

O upenino e advogado João Batista Cavalcante com sua esposa Sílvia e filhos.
A upenina Zenaide Mendonça de Farias

Fazendo Discípulos para a Nova Terra

  Fazendo Discípulos para a Nova Terra Graça e paz aos meus irmãos e irmãs. Hoje, trago uma reflexão que nasceu não apenas da leit...